Morre Paulo Angioni, diretor do Fluminense, aos 80 anos
O Fluminense anunciou a morte de Paulo Sérgio Scudiere Angioni, diretor executivo de futebol, aos 80 anos, na madrugada deste sábado, no Rio. Ele tratava um câncer no pâncreas desde o início de setembro.
O Fluminense comunicou, em suas redes sociais, a morte do diretor executivo de futebol Paulo Sérgio Scudiere Angioni, aos 80 anos, na madrugada deste sábado, no Rio de Janeiro. Ele estava internado em um hospital na Zona Sul da cidade, onde tratava um câncer no pâncreas desde o início de setembro.
Segundo a nota divulgada pelo clube, Angioni teve uma das carreiras mais longevas e bem-sucedidas do futebol brasileiro e foi pioneiro na função de diretor executivo no país. A trajetória incluiu passagem pela seleção brasileira e por grandes clubes, com conquistas esportivas acumuladas ao longo de décadas.
O que mudou na estrutura do futebol brasileiro
A função de diretor executivo, que Angioni ajudou a consolidar no Brasil, reorganizou a divisão de trabalho nos clubes. Antes concentrada em dirigentes estatutários, a gestão do departamento de futebol passou a ter um profissional dedicado à montagem de elenco, negociações e integração entre comissão técnica e diretoria.
Angioni iniciou a carreira no início dos anos 1980, quando deixou o clube Municipal, na Tijuca, para trabalhar no Vasco, onde permaneceu por 14 anos. Depois, passou por Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia, Olaria e Fluminense. Também trabalhou na CBF e foi supervisor da seleção brasileira em 1989 e 1990.
Quarta passagem pelo Fluminense e títulos
Na quarta passagem pelo Fluminense, a partir de 2018, Angioni foi um dos principais responsáveis pela conquista da Taça Rio de 2020, da Taça Guanabara de 2022, 2023 e 2026, do Campeonato Carioca de 2022 e 2023, da Conmebol Libertadores e da Recopa. O clube afirmou que esses títulos ajudaram a retomar o protagonismo e a destacar a equipe no cenário mundial recente.
A nota também citou a contribuição de Angioni à formação de jovens, lembrada por muitos, e suas lições como exemplo de vida, compaixão e solidariedade. O Fluminense manifestou sentimentos à família e aos amigos.
Tricolor, Angioni deixa um legado ligado à profissionalização da gestão esportiva no país. A morte foi confirmada pelo clube, que não divulgou detalhes sobre velório ou enterro.