Dólar em queda: iene forte limita sessão com feriado nos EUA
O dólar opera em queda nesta segunda-feira, 07, estendendo sua desvalorização frente ao iene, numa sessão de baixa liquidez devido ao feriado de Dia do Trabalho nos Estados Unidos. Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar recuava a 154,38 ienes, enquanto o euro tinha alta a US$ 1,1623 e a libra avançava a US$ 1,3541. Já o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, marcou queda de 0,25%, a 98,926 pontos.
O avanço do iene frente ao dólar superou o pico alcançado após a intervenção coordenada pelo Japão e os Estados Unidos. O euro se fortaleceu em conjunto, enquanto os traders da moeda única se preparam para um aumento de taxa pelo Banco Central Europeu (BCE) no final da semana. Para quem acompanha o câmbio, o movimento indica que a pressão sobre o dólar vem de dois lados: a força do iene e a expectativa de aperto monetário na zona do euro.
A leitura do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA na sexta-feira servirá como o principal termômetro da economia americana antes da decisão do Federal Reserve (Fed), após os fortes dados do payroll da semana passada. Isso importa para o Brasil porque o dólar PTAX de venda fechou em R$ 5,1253 em 04/09/2026, ainda acima da mínima recente de R$ 5,0962 registrada em 03/09/2026. Uma queda maior do dólar no exterior pode aliviar a pressão sobre o real, mas o cenário segue incerto.
Para o ING, muitas notícias positivas para o iene estão sendo precificadas, incluindo um ciclo de aperto mais rápido do Banco do Japão (BoJ) e talvez alguns ajustes importantes de portfólio entre os gestores de fundos locais. "A menos que estejamos subestimando um grande acordo entre os EUA e o Japão, a relação iene/dólar parece mais propensa a negociar em uma faixa de 155-160 por dólar do que cair imediatamente abaixo de 150", afirmam. Na prática, isso sugere que a trégua do dólar pode ser limitada, e o mercado deve seguir volátil até os próximos dados de inflação americana.