Economia

Meta (META) faz acordos de US$ 18 bi em caso de vício infantil

ResumoMeta (META) firmou acordos de até US$ 18 bilhões para encerrar acusações de que Facebook e Instagram foram projetados para causar dependência infantil. A Meta (META) negociava litígios movidos por estados e famílias nos Estados Unidos. O valor total cobre compensações e mudanças operacionais nas plataformas. O caso envolve alegações de design viciante direcionado a menores.

A Meta (META) fechou acordos de até US$ 18 bilhões para encerrar acusações de que projetou Facebook e Instagram para causar dependência em crianças. Entenda o impacto.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 26 de agosto de 2026
Meta (META) faz acordos de US$ 18 bi em caso de vício infantil

A Meta (META) fechou acordos para pagar até US$ 18 bilhões e promover mudanças no Facebook e no Instagram, encerrando acusações de estados dos EUA de que teria projetado as plataformas para causar dependência em crianças e enganado o público sobre a segurança delas. Os acordos, anunciados nesta quarta-feira, põem fim a um dos julgamentos de maior repercussão sobre os danos das redes sociais aos jovens.

A Meta concordou, durante a próxima década, em restringir o uso do Facebook e do Instagram por adolescentes a duas horas por dia e bloquear todo o uso da meia-noite às 6h, sem consentimento dos pais. Limites que poderão ser reforçados caso outras empresas adotem termos semelhantes. A companhia, que negou irregularidades, também aprimorará medidas para impedir que crianças acessem conteúdo restrito por idade. O acordo não exige que a Meta abandone recomendações personalizadas ou publicidade direcionada.

Os pagamentos somam mais de US$ 17,6 bilhões a 48 estados, Washington D.C., Porto Rico, Samoa norte-americana e Ilhas Marianas do Norte. A Califórnia receberá US$ 2,2 bilhões; Nova York e Texas, mais de US$ 1 bilhão cada. A Meta também pagará US$ 459 milhões para resolver reivindicações relacionadas à privacidade no escândalo da Cambridge Analytica. Parte do valor depende de o YouTube, da Alphabet, e o TikTok, da ByteDance, adotarem proteções semelhantes. O acordo ainda precisa da aprovação da juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers.

Para você, o impacto prático: se você é pai ou mãe, os limites de uso podem chegar ao Brasil se outras plataformas seguirem o mesmo caminho. As ações da Meta subiam 2,2% às 12h45, sinal de que o mercado viu o desfecho com relativo alívio. O valor total representa cerca de três a quatro meses de lucro da empresa, o que indica que o acordo, embora bilionário, não deve comprometer a saúde financeira da companhia. como as novas regras de redes sociais afetam adolescentes entenda o escândalo Cambridge Analytica

Novo México e Flórida não participaram dos acordos. O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, afirmou que os pagamentos são "uma ninharia" diante dos danos causados e que o estado verá a Meta no julgamento. A Meta ainda enfrenta milhares de ações de pessoas físicas, distritos escolares e municípios, com próximos julgamentos marcados para outubro, em Los Angeles. O ciclo de pressão sobre as redes sociais, portanto, está longe de terminar.

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