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Inflação 2026: mercado reduz previsão para 5%

O mercado financeiro ajustou para baixo a previsão da inflação em 2026. A estimativa para o IPCA, referência oficial no país, passou de 5,01% para 5% este ano. O número está no Boletim Focus desta terça-feira (8), pesquisa semanal do Banco Central (BC) com instituições financeiras.

A projeção, porém, segue acima do teto da meta. O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu o alvo em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. O IPCA acumula 4,44% em 12 meses, segundo o IBGE, o que traz o indicador de volta à faixa perseguida pelo BC.

O alívio veio dos alimentos. Em julho, eles ficaram mais baratos e ajudaram a inflação oficial a perder força pelo quarto mês seguido, fechando em 0,07%. O resultado de agosto será divulgado na próxima sexta-feira (11) pelo IBGE.

Para o Banco Central, o principal instrumento para domar os preços é a Selic, hoje em 14% ao ano. Na última reunião, em agosto, o Copom cortou a taxa em 0,25 ponto, pela quarta vez seguida. De junho de 2025 a março deste ano, ela ficou em 15%, o maior nível em quase 20 anos. O próximo encontro do comitê será nos dias 15 e 16 de setembro.

A guerra no Oriente Médio, que elevou combustíveis e alimentos, dificulta a queda dos juros. Mesmo assim, analistas projetam Selic a 13,75% até o fim de 2026, com novas reduções nos anos seguintes: 12% em 2027 e 10,5% em 2028.

O Focus também trouxe revisão para o PIB. A estimativa de crescimento em 2026 subiu de 1,92% para 1,93%. No segundo trimestre, a economia avançou 0,5% ante o primeiro. Em 2025, o país cresceu 2,3%, o quinto ano seguido de alta. A cotação do dólar, por fim, está prevista em R$ 5,20 para o fim deste ano.

Otávio Bandeira
Analista de mercado de capitais
Analista de mercado de capitais.
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