Economia

Mendonça: decisão monocrática no STF em debate

ResumoAndré Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu em evento do setor de infraestrutura que decisões monocráticas sejam submetidas ao colegiado no menor prazo possível. A previsibilidade é essencial à segurança jurídica, segundo Mendonça, que propõe maior celeridade na revisão colegiada para reduzir incertezas em temas de infraestrutura e investimentos.

Em evento do setor de infraestrutura, o ministro André Mendonça, do STF, defendeu que decisões monocráticas sejam submetidas ao colegiado no menor prazo possível. Para ele, a previsibilidade é essencial à segurança jurídica.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 06 de agosto de 2026
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Mendonça: Num mundo ideal não deveria existir decisão monocrática no Tribunal

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira, 5, que, em um cenário ideal, não deveriam existir decisões monocráticas na Corte. Segundo ele, o elevado volume de processos torna esse instrumento necessário para o funcionamento do tribunal.

Resposta direta: Em um mundo ideal, não haveria decisões monocráticas no STF, segundo o ministro André Mendonça. Na prática, porém, o alto volume de processos exige que relatores decidam individualmente. Mendonça defende que essas decisões sejam submetidas ao colegiado no menor prazo possível e que os ministros sigam a jurisprudência consolidada.

O que são decisões monocráticas no STF

Decisões monocráticas são aquelas proferidas por um único ministro, o relator do caso. Elas contrastam com as decisões colegiadas, tomadas pelo plenário ou por uma turma. No STF, o relator pode decidir sozinho em situações de urgência ou quando há jurisprudência consolidada.

Mendonça explicou que, como relator, profere entre 170 e 220 decisões por semana, além de participar dos julgamentos colegiados. Na avaliação do ministro, sem as decisões individuais o STF não conseguiria dar vazão ao volume de processos que chegam à Corte.

Por que a declaração de Mendonça importa para você

A discussão sobre decisões monocráticas afeta diretamente a segurança jurídica. Quando um único ministro decide, há menos previsibilidade para empresas e investidores. A declaração de Mendonça aponta para um possível aperfeiçoamento dos mecanismos de uniformização da jurisprudência.

O ministro defendeu que as decisões monocráticas sejam submetidas ao colegiado no menor prazo possível. Também recomendou que os ministros observem a jurisprudência consolidada do tribunal ao proferi-las. O objetivo, segundo ele, é reduzir divergências e aumentar a previsibilidade.

O papel da previsibilidade na economia

Para agentes econômicos, a previsibilidade das decisões judiciais é fundamental. Ela reduz riscos e custos de conformidade. Mendonça avaliou que a discussão sobre decisões monocráticas está relacionada à necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de uniformização da jurisprudência do STF.

Segundo o ministro, a previsibilidade é um elemento essencial para garantir segurança jurídica à sociedade e aos agentes econômicos. Essa visão conecta o funcionamento do Judiciário à estabilidade do ambiente de negócios.

O que pode mudar na prática

A fala de Mendonça não anuncia uma mudança imediata de regras. Mas sinaliza uma preocupação interna com o uso de decisões individuais. O STF já analisa temas que envolvem a validade de decisões monocráticas em contextos específicos.

No caso citado na fonte, a Corte analisa se uma proibição contraria o princípio da livre iniciativa e as liberdades fundamentais previstas na Constituição Federal de 1988. O desfecho desse tipo de discussão pode influenciar futuras práticas.

Como acompanhar o tema

Quem acompanha o noticiário jurídico deve observar os julgamentos colegiados sobre o tema. A posição de Mendonça é uma entre várias no STF. A tendência, porém, é de maior controle sobre decisões individuais.

Para o mercado, a mensagem central é de cautela: a previsibilidade ainda é um desafio. Mas a sinalização de aperfeiçoamento é positiva. decisões monocráticas e impacto no mercado segurança jurídica para investidores

Perguntas Frequentes

O que é uma decisão monocrática?

É uma decisão proferida por um único ministro relator, sem passar pelo plenário ou turma. Ela é usada em casos urgentes ou com jurisprudência consolidada.

Quantas decisões Mendonça profere por semana?

Entre 170 e 220 decisões semanais, além de participar de julgamentos colegiados.

Por que decisões monocráticas são criticadas?

Porque reduzem a previsibilidade e podem gerar divergências. Mendonça defende que sejam submetidas ao colegiado no menor prazo possível.

O que é segurança jurídica?

É a garantia de que as regras serão aplicadas de forma estável e previsível, essencial para agentes econômicos e sociedade.

O STF vai acabar com decisões monocráticas?

Não há indicação de fim imediato. A declaração de Mendonça aponta para aperfeiçoamento dos mecanismos de uniformização da jurisprudência.

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