Economia

52% veem interesse próprio em decisões do STF, aponta Meio/Ideia

ResumoPesquisa Meio/Ideia de abril de 2025 revela que 51,6% dos eleitores brasileiros percebem decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) como guiadas por interesse próprio dos ministros, em vez de estrita aplicação da lei. O levantamento, divulgado em 9 de abril, também registra baixa confiança pública na instituição, indicando crescente ceticismo sobre a imparcialidade do Judiciário.

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9) mostra que 51,6% dos eleitores brasileiros acreditam que ministros do STF decidem mais por interesse próprio do que pela lei. Levantamento também aponta baixa confiança na instituição.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 09 de setembro de 2026
52% veem interesse próprio em decisões do STF, aponta Meio/Ideia

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9) revela que 51,6% dos eleitores brasileiros acreditam que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidem mais por interesse próprio do que pela lei. O levantamento, que ouviu 1.500 pessoas entre 4 e 7 de setembro, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais e foi registrado no TSE sob o protocolo BR-07935/2026.

A pesquisa apresentou aos entrevistados a afirmação de que os ministros do STF "decidem mais por interesse próprio do que pela lei". Além dos 51,6% que concordam, 10,9% discordaram, 23,9% ficaram em posição intermediária, sem concordar nem discordar, e 13,6% não souberam ou preferiram não responder.

Os números foram divulgados em meio a uma crise dentro da própria Corte, provocada pelos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master e pelas disputas envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. A tensão aumentou após a divulgação de informações de uma investigação da Polícia Federal envolvendo mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os desdobramentos abriram uma disputa entre integrantes da Corte e alcançaram também a cúpula da PF.

A pesquisa também identificou baixo nível de confiança no Supremo. Somados, 49,7% afirmam confiar pouco ou nada na instituição: 28,4% dizem ter pouca confiança e 21,3%, nenhuma. Outros 31,2% declaram ter alguma confiança, enquanto apenas 7,3% confiam muito na Corte.

O levantamento foi contratado pelo próprio instituto Meio/Ideia e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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