Exportações à Europa crescem R$ 10 bi em meio a tarifaço, diz Alckmin
Em meio ao tarifaço dos EUA, Geraldo Alckmin anunciou que exportações brasileiras à Europa cresceram R$ 10 bilhões em dois meses de acordo Mercosul-UE, alta de 26%. O movimento sinaliza diversificação de mercados e oportunidades para o agro e a indústria.
Em meio a tarifaço, Alckmin diz que exportações à Europa cresceram R$ 10 bi
Dias após os Estados Unidos anunciarem uma nova tarifa de 25% a produtos brasileiros, o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que, em apenas dois meses de vigência do acordo Mercosul-União Europeia (UE), as exportações brasileiras para os europeus cresceram R$ 10 bilhões, um aumento de 26% em comparação ao mesmo período de 2025. O dado, divulgado em meio ao tarifaço americano, sinaliza uma estratégia do governo brasileiro de buscar novos mercados para destinar os produtos nacionais.
Em dois meses de vigência do acordo Mercosul-União Europeia, as exportações brasileiras para os europeus cresceram R$ 10 bilhões, um aumento de 26% em comparação ao mesmo período de 2025. O anúncio foi feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que destacou vendas de manga, café, mel, máquinas e motores.
Como o acordo Mercosul-UE impulsionou as exportações
Após mais de 25 anos de negociações, o acordo entre os dois blocos comerciais entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, com a redução gradual de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela UE ao longo dos próximos anos. Esse marco permitiu que, em apenas dois meses, as vendas para os europeus saltassem R$ 10 bilhões, uma alta de 26% ante o mesmo período de 2025.
Setores que mais se beneficiaram
Alckmin exemplificou, em vídeo que acompanha publicação nas redes sociais, que "cresceram as vendas do agro, com produtos como manga, café, mel. E também cresceram as vendas da indústria, com mais exportação de máquinas e motores". O movimento reflete a diversificação da pauta exportadora brasileira, que tradicionalmente se concentra em commodities.
O tarifaço americano e a reação do Brasil
Em junho deste ano, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação sobre temas como desmatamento ilegal, pirataria e o sistema de pagamentos PIX. A confirmação da sobretaxa foi anunciada na última quarta-feira, 15, após audiências públicas promovidas pelo USTR. A investigação foi conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos EUA retaliar práticas consideradas prejudiciais às empresas americanas.
A medida deve entrar em vigor em 30 dias e mira itens de setores como bebidas alcoólicas, automóveis e laticínios, ampliando a tensão comercial entre os dois países. Caso a empresa não cumpra os compromissos assumidos, o governo Trump poderá suspender e revogar os benefícios tarifários, inclusive de forma retroativa.
Estratégia de diversificação de mercados
Uma das estratégias do governo brasileiro frente ao tarifaço americano é buscar novos mercados para destinar os produtos nacionais. Alckmin chamou os exportadores brasileiros a conferir oportunidades no mundo no site da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). "Quem aposta contra o Brasil sai no prejuízo!", escreveu Alckmin em publicação nas redes sociais.
O que o crescimento das exportações significa para empresas e trabalhadores
O aumento de R$ 10 bilhões nas vendas para a Europa, em apenas dois meses, representa uma prova concreta de que o diálogo comercial gera oportunidades. "Essa é uma prova concreta de que, com o diálogo, crescem as oportunidades para aumentar o nosso comércio, beneficiando nossas empresas e nossos trabalhadores", completou Alckmin, sem citar os EUA.
Impacto no agro e na indústria
Para o agro, os ganhos vieram de produtos como manga, café e mel, que encontraram na Europa um mercado comprador disposto a absorver volumes maiores. Para a indústria, máquinas e motores lideraram o avanço, sugerindo que a pauta industrial brasileira também pode se beneficiar da abertura europeia.
Próximos passos: como aproveitar a janela de oportunidade
Com a redução gradual de tarifas prevista no acordo, exportadores brasileiros têm uma janela de oportunidade para ampliar sua presença no mercado europeu. A ApexBrasil, citada por Alckmin, é uma porta de entrada para empresas que desejam explorar novos mercados. O governo brasileiro aposta na diversificação como contraponto ao tarifaço americano.
Perguntas Frequentes
Qual foi o crescimento das exportações para a Europa?
Em dois meses de vigência do acordo Mercosul-UE, as exportações cresceram R$ 10 bilhões, alta de 26% ante o mesmo período de 2025.
Quando o acordo Mercosul-UE entrou em vigor?
O acordo entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, após mais de 25 anos de negociações.
O que motivou o tarifaço dos EUA?
O USTR propôs tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação sobre desmatamento ilegal, pirataria e o sistema PIX, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Quais setores brasileiros foram mais beneficiados?
Agro (manga, café, mel) e indústria (máquinas e motores) lideraram o crescimento das exportações para a Europa.
Como os exportadores podem aproveitar essa oportunidade?
Alckmin recomendou que exportadores consultem o site da ApexBrasil para conferir oportunidades no mundo.