30% culpam Flávio Bolsonaro pela crise EUA-Brasil; 28% Lula, diz Indexa
Levantamento da Indexa Pesquisas mostra que 30% dos brasileiros apontam Flávio Bolsonaro como o principal responsável pela crise comercial entre EUA e Brasil, enquanto 28% culpam Lula. Os dados revelam como a percepção pública pode afetar a economia e o bolso do cidadão.
Para 30%, Flávio Bolsonaro é o responsável pela crise comercial entre EUA e Brasil, diz Indexa; 28% culpam Lula
Pesquisa Indexa divulgada em 21 de janeiro de 2026 mostra que 30% dos brasileiros consideram Flávio Bolsonaro o principal responsável pela crise comercial entre EUA e Brasil. Outros 28% culpam Lula, 17% apontam Donald Trump, e 12% veem os três como igualmente responsáveis. A crise tem como episódio central o novo tarifaço norte-americano.
Como a crise comercial entre EUA e Brasil afeta seu bolso
A crise entre os dois países não é apenas um assunto de política internacional. Quando as relações comerciais se deterioram, os efeitos chegam ao consumidor brasileiro de forma direta. O tarifaço anunciado pelos Estados Unidos na semana passada pode encarecer produtos importados, pressionar a inflação e reduzir a competitividade de setores inteiros da economia.
Para quem importa insumos ou componentes dos EUA, o custo sobe. Para quem exporta para o mercado americano, a demanda cai. Isso significa menos empregos, menor renda e preços mais altos nas prateleiras. A percepção pública sobre quem é o responsável pela crise, portanto, não é apenas retórica política, ela reflete uma preocupação real com o futuro econômico do país.
Os números da pesquisa Indexa: quem a população culpa
A Indexa Pesquisas ouviu 2.000 eleitores entre quinta-feira (16) e domingo (19) de janeiro. O levantamento tem 95% de nível de confiança, margem de erro de 2,2 pontos percentuais e está registrado no TSE sob o número BR-02904/2026.
Os resultados mostram uma divisão clara na opinião pública:
- 30% apontam Flávio Bolsonaro como principal responsável pela crise comercial
- 28% culpam Lula
- 17% atribuem a responsabilidade a Donald Trump
- 12% consideram Flávio, Lula e Trump igualmente responsáveis
Esses números indicam que a campanha de Flávio Bolsonaro terá dificuldade para afastar dele essa imagem negativa. A percepção negativa é alimentada principalmente pela atuação de seu irmão Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos desde o ano passado, além das manifestações públicas da família Bolsonaro agradecendo pelo primeiro tarifaço, em julho de 2025.
Lula e a negociação com os EUA: aprovação e crítica
A pesquisa também mediu a avaliação da atuação de Lula na crise. Para 36% dos entrevistados, o presidente tem agido de forma correta na negociação com os Estados Unidos. Lula conversou com Trump ao longo dos últimos meses e delegou aos seus ministros e à equipe técnica do governo a negociação, mas não teve sucesso.
Por outro lado, 31% acreditam que o petista tem agido de forma incorreta e não tem defendido os interesses do Brasil nas tratativas. A divisão mostra que, apesar de Lula não ser o mais culpado na percepção geral, uma parcela significativa da população desaprova sua condução do caso.
A audiência pública de Flávio Bolsonaro: estratégia que não funcionou
A participação de Flávio Bolsonaro na audiência pública sobre a investigação que culminou no novo tarifaço contra o Brasil também não surtiu o efeito desejado pela sua campanha. Para 32% dos entrevistados pela Indexa, o objetivo da participação de Flávio na audiência foi enfraquecer politicamente o governo Lula. Apenas 13% disseram que ele tentou defender os interesses do Brasil, e 15% afirmaram que ele tentava fortalecer sua candidatura.
Ao fim e ao cabo, 25% acreditam que Lula foi o maior beneficiado pela participação de Flávio na audiência pública sobre o tarifaço. Apenas 18% dizem que o senador foi o maior beneficiado, enquanto 33% afirmaram que nenhum dos dois saiu como ganhador. No fim das contas, os norte-americanos aplicaram a taxação contra os produtos brasileiros.
O impacto das rusgas familiares na pré-campanha
Flávio ainda enfrenta outro problema na sua pré-campanha: as rusgas com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, sua madrasta. Para 22% dos entrevistados, o vídeo em que Michelle diz ter se sentido "humilhada" e "apunhalada" por Flávio, divulgado em 24 de junho, afeta negativamente a campanha do senador. Para 12%, não afeta. Apenas 2% disseram que ele pode ajudar. Outros 64% não souberam ou não quiseram opinar.
Percepção sobre violência contra a mulher
A pesquisa Indexa também mediu especificamente a percepção da sociedade quanto à violência contra a mulher. Para 67% dos entrevistados, a violência aumentou nos últimos 12 meses, enquanto outros 2% dizem que ela diminuiu. Para 72% dos entrevistados, falas públicas desrespeitando as mulheres contribuem muito ou um pouco para o aumento da violência contra as mulheres.
O que isso significa para o eleitor comum
A crise comercial entre EUA e Brasil não é apenas um embate político entre figuras públicas. Ela tem consequências concretas para o cidadão: preços mais altos, menor oferta de produtos, riscos para o emprego em setores exportadores e importadores, e incerteza sobre o futuro econômico.
A percepção pública sobre quem é o responsável pode influenciar as próximas eleições e, consequentemente, as políticas econômicas adotadas. Para o eleitor, entender esses números é essencial para formar uma opinião informada sobre o cenário atual.
Perguntas Frequentes
Quem é o maior culpado pela crise comercial entre EUA e Brasil, segundo a pesquisa?
30% dos entrevistados apontam Flávio Bolsonaro como o principal responsável, enquanto 28% culpam Lula. Outros 17% atribuem a Donald Trump, e 12% veem os três como igualmente responsáveis.
Qual a margem de erro da pesquisa Indexa?
A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e 95% de nível de confiança, com 2.000 eleitores entrevistados.
Como a crise comercial afeta o consumidor brasileiro?
O tarifaço norte-americano pode encarecer produtos importados, pressionar a inflação e reduzir a competitividade de setores da economia, impactando empregos e renda.
O que motivou a participação de Flávio Bolsonaro na audiência pública?
Para 32% dos entrevistados, o objetivo foi enfraquecer politicamente o governo Lula. Apenas 13% acreditam que ele tentou defender os interesses do Brasil.
A crise entre Flávio e Michelle Bolsonaro afeta a campanha?
Para 22% dos entrevistados, o vídeo em que Michelle se diz "humilhada" e "apunhalada" afeta negativamente a campanha do senador. 64% não souberam ou não quiseram opinar.
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