Economia

Plano de Lula cita soberania 31 vezes em crise com EUA

ResumoO plano de governo de Lula menciona 31 vezes o termo soberania durante a crise diplomática com os EUA. O documento promete um salto no desenvolvimento nacional, mantendo o arcabouço fiscal como diretriz econômica. A ênfase em soberania reflete a postura do candidato diante das tensões bilaterais, sem detalhar medidas específicas para a relação com Washington.

Em meio à crise diplomática entre Brasil e EUA, o programa de governo de Lula cita 31 vezes a palavra soberania e promete um salto no desenvolvimento, mantendo o arcabouço fiscal.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 10 de agosto de 2026
De executivo a trader: a perda de R$ 350 mil e a virada de I

Plano de Lula cita soberania 31 vezes em meio à crise com EUA

Diante da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, o programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, cita 31 vezes a palavra soberania. O documento promete dar "um salto" no modelo de desenvolvimento do País, mantendo o arcabouço fiscal.

O que diz o plano de Lula sobre soberania

Apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no registro das candidaturas de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o documento menciona diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que aplicou um tarifaço sobre produtos brasileiros. O texto também dá alfinetadas na família Bolsonaro.

"Faremos firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica", diz um trecho do programa. "Rejeitamos a visão daqueles que aceitam, com servilismo, a renúncia à soberania nacional em nome de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas", completa o texto, numa referência ao senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à sucessão de Lula.

Como o tarifaço dos EUA influencia o programa

O PT assinala que, por causa de pelo menos "três ondas" de um tarifaço imposto pelos EUA, o governo foi obrigado a adotar medidas para proteger as empresas. Em uma temporada de relações conturbadas e tensas entre o Brasil, os Estados Unidos de Trump e a Argentina de Javier Milei, a plataforma de Lula para o quarto mandato destaca que o presidente "encarna, como poucos, a defesa da soberania do Brasil e a esperança teimosa de um povo que não abre mão de seu próprio destino". É nessa linha que o PT prega o desenvolvimento de políticas econômicas "sem qualquer tipo de subordinação estratégica".

Segurança pública e Forças Armadas no plano

Com 13 eixos, a plataforma de Lula também anuncia investimentos nas Forças Armadas, embora o Ministério da Defesa tenha sofrido neste ano seguidos cortes e bloqueios de verbas, sob o argumento de que era necessário cumprir as metas fiscais estabelecidas.

O plano defende, mais uma vez, a criação do Ministério da Segurança Pública, que tira a Polícia Federal da pasta da Justiça. A proposta constava do programa de 2022, mas nunca saiu do papel.

A segurança é o calcanhar de Aquiles do governo Lula, mal avaliado nessa área. Se for reeleito, o presidente promete instituir o Pacto Nacional de Execução Penal para o Enfrentamento ao Crime Organizado. O projeto, porém, não é detalhado no documento. O partido defende, ainda, o uso de câmeras corporais por policiais e o controle de armas e munições.

"O compromisso do governo Lula é proteger a vida, garantir a cidadania e assegurar a presença do Estado onde a violência e o crime organizado tentam impor o medo e controlar territórios", diz o programa de governo.

Combate à corrupção e integridade

No momento em que denúncias de irregularidades com o dinheiro público causam preocupação no mundo político, a menos de três meses das eleições, a plataforma de Lula destaca a importância do Plano de Integridade e Combate à Corrupção adotado pela Controladoria-Geral da União (CGU). Não faz qualquer referência, porém, ao escândalo do Banco Master ou aos desvios de aposentadorias do INSS.

O que esperar do próximo mandato

O programa prevê o aumento da capacidade de asfixia financeira ao crime organizado após a aprovação da Lei Antifacção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Perguntas Frequentes

Quantas vezes a palavra soberania aparece no plano de Lula?

O termo soberania aparece 31 vezes no programa de governo de Lula apresentado ao TSE.

O que o plano de Lula diz sobre os EUA?

O documento menciona Donald Trump e o tarifaço sobre produtos brasileiros, defendendo políticas econômicas sem subordinação estratégica.

O plano de Lula prevê mudanças na segurança pública?

Sim, o plano defende a criação do Ministério da Segurança Pública e o Pacto Nacional de Execução Penal, além do uso de câmeras corporais e controle de armas.

O que é o Plano de Integridade e Combate à Corrupção?

É um plano adotado pela Controladoria-Geral da União (CGU), destacado na plataforma de Lula como prioridade para o próximo mandato.

O plano menciona o escândalo do Banco Master?

Não, o documento não faz qualquer referência ao escândalo do Banco Master ou aos desvios de aposentadorias do INSS.

Leia também

Publicidade