Magalu tem prejuízo de R$50 mi no 2T e reverte lucro
A Magazine Luiza (MGLU3) reverteu lucro e registrou prejuízo líquido ajustado de R$50,4 milhões no segundo trimestre de 2026. A companhia destaca foco em rentabilidade, com margem bruta de 30,6% e caixa de R$5,8 bilhões.
Magalu reverte lucro e tem prejuízo de R$50 mi no 2T; destaca foco em rentabilidade
A Magazine Luiza (MGLU3) registrou prejuízo líquido ajustado de R$50,4 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$1,8 milhão apurado um ano antes. A informação foi divulgada pela empresa nesta quinta-feira, junto com a queda de 2,5% no Ebitda ajustado, que somou R$708,8 milhões no período.
O que os números do 2T26 mostram
A receita líquida da varejista alcançou R$8,9 bilhões, 2,6% abaixo do faturamento do segundo trimestre de 2025. As vendas totais, que incluem lojas físicas, e-commerce com estoque próprio e marketplace, totalizaram R$14,5 bilhões, com retração anual de 5,1%.
O desempenho foi puxado pelo canal online. Enquanto as lojas físicas cresceram 10,3% nas vendas, o comércio eletrônico caiu 11,9% na mesma comparação.
Por que as vendas online caíram?
Segundo a companhia, o recuo das vendas online refletiu "a nossa disciplina comercial e o foco inegociável na rentabilidade". Em comunicado, a empresa explicou que, diante do aumento global nos custos de chips de memória, que impactou categorias como informática, telefonia e hardware para computadores, manteve a estratégia de repassar esses aumentos aos preços finais.
"Com isso, nossas vendas online recuaram mesmo com o crescimento da categoria de TVs, mas permanecemos coerentes com a nossa estratégia de preservação das margens do canal", destacou a varejista.
Rentabilidade como prioridade
A margem bruta atingiu 30,6% no trimestre, beneficiada pela disciplina na margem de mercadorias e pela crescente contribuição dos serviços, especialmente o CDC (Crédito Direto ao Consumidor).
O Ebitda, com margem de 8,0%, foi impulsionado pela eficiência operacional das lojas, pelo rigoroso controle de despesas operacionais e pelo sólido resultado das operações de crédito (Luizacred e Magalupay), segundo a empresa.
Caixa e geração operacional
A geração de caixa operacional foi de R$259 milhões no trimestre, permitindo encerrar o período com posição de caixa total de R$5,8 bilhões. "Avançamos para o segundo semestre de 2026 confiantes e preparados para capturar as oportunidades das grandes datas do varejo de final de ano", afirmou a companhia em comunicado.
A empresa também citou a multicanalidade, os serviços do ecossistema e a vanguarda da inteligência artificial como alavancas para gerar valor sustentável a clientes, colaboradores, parceiros e acionistas.
O que isso significa para o investidor
Para quem acompanha a ação MGLU3, o resultado misto traz um sinal claro: a companhia aceita sacrificar volume de vendas online para proteger margens. A queda de 11,9% no e-commerce contrasta com o avanço de 10,3% nas lojas físicas, o que indica uma migração de canal que pode se manter no segundo semestre.
O foco em rentabilidade, porém, não impediu o prejuízo no trimestre. O investidor deve observar se a estratégia de repasse de preços vai sustentar as margens sem afastar consumidores nas datas de fim de ano, quando o varejo costuma concentrar boa parte do resultado anual.
Perguntas Frequentes
A Magazine Luiza teve lucro ou prejuízo no 2T26?
A Magazine Luiza registrou prejuízo líquido ajustado de R$50,4 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$1,8 milhão do mesmo período de 2025.
Quanto foi o Ebitda ajustado da Magalu no 2T26?
O Ebitda ajustado somou R$708,8 milhões, 2,5% menor que o apurado no segundo trimestre de 2025.
As vendas das lojas físicas cresceram ou caíram?
As vendas das lojas físicas cresceram 10,3% no trimestre, enquanto as vendas de comércio eletrônico caíram 11,9%.
Qual foi a posição de caixa da Magalu no fim do 2T26?
A companhia encerrou o trimestre com posição de caixa total de R$5,8 bilhões, após gerar R$259 milhões em caixa operacional no período.
Por que as vendas online da Magalu caíram?
Segundo a empresa, o recuo refletiu a disciplina comercial e o foco na rentabilidade, com repasse aos preços finais dos aumentos globais nos custos de chips de memória.