Lula usa Argentina e carne de burro contra Flávio Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) compartilhou nesta terça-feira (15) uma peça de campanha que usa a Argentina de Javier Milei para atacar as propostas econômicas de Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa pela Presidência. O conteúdo foi publicado originalmente pelo PT e replicado por Lula no X.
A peça recupera declarações de Flávio e de Daniella Marques, coordenadora de seu programa econômico, favoráveis à gestão do presidente argentino. O vídeo relaciona essas falas a medidas adotadas e a problemas econômicos enfrentados pelo país vizinho. Na publicação, o PT escreveu: "VAZOU o plano econômico da campanha de Flávio Bolsonaro. No cardápio, osso e carne de burro!".
O que o vídeo mostra
A campanha petista destaca um trecho em que Daniella aponta Milei como referência. "Milei é um ótimo exemplo", diz a economista na seleção. Também aparece uma fala de Flávio sobre a situação argentina após a chegada do libertário à Presidência: "Passamos a ter esperança de terminar como a Argentina hoje".
O PT explora essa associação para tentar vincular uma eventual gestão de Flávio às consequências das políticas implementadas por Milei. Entre os temas usados no vídeo estão mudanças na legislação trabalhista argentina e a alta dos preços dos alimentos.
A peça menciona ainda o consumo de carne de burro como alternativa à carne bovina diante dos preços no país. Ao final, o partido transforma o tema em ataque eleitoral: "Alguém está a fim de comer burro daqui a um ano?".
Reação e contexto
Parlamentares favoráveis ao governo endureceram críticas ao postulante do PL à Presidência da República. Em paralelo, conversas extraídas pela Polícia Federal mostram contatos de ministros e familiares com o ex-dono do Banco Master, tema que também movimenta o noticiário político.
A divulgação ocorre em meio à disputa eleitoral, com o PT buscando transformar a experiência argentina em argumento contra as propostas do adversário. O vídeo não apresenta dados sobre custos ou prazos de eventuais medidas, limitando-se a associar declarações e consequências observadas no país vizinho.