Economia

Lula: pesquisas não me abalam, diz sobre 2º turno

ResumoLula afirmou em entrevista ao SBT News que pesquisas de intenção de voto não o abalam, citando levantamento AtlasIntel/Bloomberg que mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente em cenário de segundo turno. O presidente declarou que mantém foco na gestão e não comenta oscilações eleitorais.

Em entrevista ao SBT News, o presidente Lula disse que pesquisas de intenção de voto não o abalam e citou a AtlasIntel/Bloomberg, que mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente no segundo turno.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 11 de setembro de 2026
Lula: pesquisas não me abalam, diz sobre 2º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (10), em entrevista ao SBT News, que não se sente abalado com as mais recentes pesquisas de intenção de voto, que mostram a aproximação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) da liderança. Em alguns levantamentos, Flávio aparece numericamente à frente de Lula nas simulações de segundo turno.

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (10) apontou Flávio com 46,4% e Lula com 46,2% em um provável segundo turno. Brancos, nulos e indecisos somam 7,4%. No levantamento anterior, Lula tinha 47,1%, Flávio aparecia com 42,6% e brancos, nulos e indecisos eram 10,3%.

"Pesquisa não me abala não, é um reflexo para a gente saber o que fazer dali para frente. Como tem muita pesquisa, tem que saber qual você avalia. Se eu for ficar em cima de pesquisa analisando, não vou fazer campanha", afirmou, de forma bem humorada.

A reação do presidente contrasta com a leitura de integrantes de sua campanha, que nos bastidores têm acompanhado os números com atenção. A diferença de tom entre o discurso público e a movimentação interna ajuda a entender como o tema deve entrar na estratégia eleitoral nos próximos meses.

Educação como prioridade em eventual quarto mandato

Lula disse que, em um eventual quarto mandato, dará prioridade à educação. Citou avanços como a construção de universidades e institutos federais e o acesso das camadas mais pobres ao ensino superior, que atribuiu a gestões petistas, suas e de Dilma Rousseff (PT). Repetiu ainda o mantra de que gastos em educação são investimento.

"Para mim, investimento em educação é investimento, gasto é em cadeia. Eu vou ser o responsável por tirar esse País do esquecimento educacional ao qual foi submetido", declarou.

O presidente mencionou o plano nacional aprovado pelo Congresso Nacional e defendeu a ampliação de escolas de tempo integral, inclusive no ensino médio. "Quero que o filho do trabalhador tenha a mesma oportunidade que o filho do rico. Sei tem que gente que acha que sou um babaca por colocar pobre para estudar, mas tem que estudar para melhorar de vida. A questão da educação é prioridade minha, vou fazer um plano de investimento em educação. Primeiro vamos cumprir o plano nacional aprovado pelo Congresso Nacional. Quero colocar todos os meninos em escolas de tempo integral, não apenas para melhorar a qualidade da educação, mas para dar tranquilidade ao pai e à mãe, e quero fazer isso também no ensino médio", afirmou.

Segurança pública e PEC após a eleição

Sobre segurança pública, Lula afirmou que o Congresso deve votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da área logo após a eleição. Disse que pretende transformar 138 presídios em unidades de segurança máxima e ampliar investimentos na Polícia Federal e na Polícia Rodoviária Federal.

"Quero criar uma guarda nacional com muita competência, investir mais na Polícia Federal e na inteligência e mais na Polícia Rodoviária Federal. Tudo isso para combater o crime organizado da esquina ao andar de cima. Nós descobrimos que o crime organizado comanda o crime de 138 cadeias. Vamos transformar essas 138 cadeias em prisão de segurança máxima", disse.

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