Lula defende mandatos para ministros do STF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira que seja discutida a instituição de mandatos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao SBT Brasil, o presidente afirmou que todos devem ser investigados se houver indício, inclusive integrantes da Suprema Corte, e, se culpados, devem pagar.
A declaração foi dada em meio à crise institucional que se abateu sobre o STF. Lula buscou afastar o governo do episódio, mas ponderou que, como presidente da República, preocupa-se com a Corte por ser um dos pilares da democracia.
O que Lula disse sobre mandatos no STF
A proposta de mandatos para ministros do STF não é nova no debate público brasileiro. Na entrevista, Lula a retomou ao defender que o tema seja discutido, sem apresentar detalhes sobre prazos ou modelo de transição. O presidente também vinculou a discussão à necessidade de que eventuais indícios de irregularidade sejam apurados, independentemente do cargo ocupado.
Segundo a fonte, Lula elogiou a atuação do presidente do STF, Edson Fachin, ao intervir na crise gerada pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. O presidente afirmou que Fachin vai colocar ordem na casa.
Crise no STF e o pedido sobre o Banco Master
A crise institucional mencionada envolve os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Lula buscou afastar o governo do episódio, mas reconheceu a preocupação com a Corte por seu papel na democracia.
O presidente voltou a cobrar a abertura do sigilo das investigações envolvendo o Banco Master no STF. Segundo ele, a medida evitaria vazamentos seletivos que, reconheceu, têm impactos no processo eleitoral.
Contexto político
A fala ocorre em um momento de aumento na desaprovação do presidente desde julho, conforme a fonte. Lula também classificou como justiça a retirada de uma taxa que atingia a classe mais pobre, sem detalhar qual tributo ou medida específica.
A discussão sobre mandatos para ministros do STF costuma envolver propostas de emenda à Constituição, que exigem quórum qualificado no Congresso. A fonte não informa se há texto em tramitação nem posição oficial do STF sobre o tema. O debate segue sem desfecho legislativo definido.