Economia

Líderes de Escócia, Irlanda do Norte e Gales querem independência

ResumoRhun ap Iorwerth, John Swinney e Michelle O'Neill, líderes de Gales, Escócia e Irlanda do Norte, assinaram memorando em Cardiff exigindo que o Reino Unido se prepare para mudança constitucional e possível independência. Declaração de Donald Trump em Dublin sobre Irlanda unificada intensificou o debate sobre o futuro territorial britânico.

Rhun ap Iorwerth, John Swinney e Michelle O'Neill assinaram memorando em Cardiff pedindo preparação do Reino Unido para mudança constitucional. Declaração de Donald Trump em Dublin sobre Irlanda unificada aqueceu o debate.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 14 de setembro de 2026
Líderes de Escócia, Irlanda do Norte e Gales querem independência

Os líderes da Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales assinaram nesta segunda-feira (14) um memorando de entendimento que insta o governo do Reino Unido a se preparar para uma mudança constitucional. O documento foi firmado em Cardiff por Rhun ap Iorwerth (País de Gales, Plaid Cymru), John Swinney (Escócia, SNP) e Michelle O'Neill (Irlanda do Norte, Sinn Féin), na condição de líderes partidários, não como autoridades de seus governos.

O movimento ganhou força com a eleição de maio e, pela primeira vez desde a devolução de poderes de 1997, as três nações têm primeiros-ministros favoráveis a deixar o Reino Unido. O texto afirma que "o tempo de Westminster está chegando ao fim" e defende que as nações têm o direito de determinar seu próprio futuro por meios democráticos.

O estopim foi a declaração de Donald Trump no sábado (12), em Dublin, ao lado do primeiro-ministro irlandês Micheál Martin, de que uma Irlanda unificada seria "fantástica". Para O'Neill, os comentários mostram que o debate está "muito vivo" e sinalizam "um novo começo em uma nova Irlanda". Swinney foi além e disse que Andy Burnham será o último primeiro-ministro do Reino Unido.

Do outro lado, Downing Street respondeu que Burnham acredita fortemente na União e está focado em aliviar a crise do custo de vida, não em "debates constitucionais". Um porta-voz oficial afirmou que o primeiro-ministro seguirá priorizando segurança econômica em vez de novos referendos.

O precedente mais próximo é o referendo escocês de setembro de 2014, quando a separação foi derrotada com 45% dos votos favoráveis e 55% contrários. crise do custo de vida no Reino Unido

A leitura de mercado para esse tipo de ruído institucional costuma ser de curto prazo: a libra e os gilts reagem mais ao calendário fiscal do que a memorandos sem força legal imediata. O ciclo sempre vira, mas desta vez o gatilho não é monetário, é constitucional.

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