Kassab confirma: Caiado cogita Armínio Fraga na Fazenda
Kassab confirma que Caiado cogita Armínio Fraga no Ministério da Fazenda
O candidato a vice-presidente da República na chapa de Ronaldo Caiado, Gilberto Kassab (PSD), confirmou nesta quarta-feira (12) que Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, é cogitado para assumir o Ministério da Fazenda em uma eventual gestão do ex-governador goiano. A declaração ocorreu durante almoço com empresários promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no Clube Atlético Monte Líbano, na capital paulista.
Resposta direta: Sim, Kassab confirmou que Armínio Fraga é cotado para a Fazenda. Caiado reafirmou o convite, mas sem especificar a função. Outros nomes: Lincoln Gakiya, Roberto Azevêdo e Guilherme Afif Domingos. Gakiya recusou o convite. O evento reuniu cerca de mil convidados.
O que muda com a confirmação de Kassab
A confirmação pública de Kassab dá peso político à especulação que circulava nos bastidores. Não se trata mais de rumor: o nome de Armínio Fraga está oficialmente na mesa. Para o mercado, a sinalização é clara: uma eventual gestão Caiado buscaria um perfil técnico e ortodoxo à frente da política econômica.
Fraga presidiu o Banco Central num período de regime de metas de inflação recém-implantado. Sua experiência é vista como trunfo em cenário de incerteza fiscal. Por outro lado, o convite ainda não foi aceito. Caiado reconheceu que não recebeu resposta, mas disse que o convite já está feito.
Os nomes citados por Caiado
Durante discurso a empresários, o presidenciável citou quatro nomes para integrar seu eventual governo:
- Armínio Fraga: ex-presidente do Banco Central, cotado para a Fazenda.
- Lincoln Gakiya: promotor de Justiça, convidado, mas recusou.
- Roberto Azevêdo: embaixador e ex-diretor-geral da OMC.
- Guilherme Afif Domingos: ex-ministro, destacado pela experiência em associativismo e micro e pequenas empresas.
A lista revela uma estratégia: mesclar técnica, experiência internacional e capilaridade política. Azevêdo, por exemplo, é descrito por Caiado como "uma referência no cenário mundial". Já Afif é lembrado pela atuação em entidades de classe.
A recusa de Gakiya e o perfil técnico
Um dos nomes, porém, não embarcou. Lincoln Gakiya recusou o convite. Caiado confirmou a conversa com o promotor durante coletiva nesta quarta-feira, em evento na zona norte da capital. O convite, "feito espontaneamente", teve o objetivo de exemplificar o perfil técnico que o presidenciável considera ideal para a pasta.
A recusa não é um revés, mas um dado relevante. Mostra que Caiado está disposto a buscar quadros fora do circuito político tradicional, ainda que nem todos aceitem. A menção a Gakiya, conhecido por atuação em casos de combate ao crime organizado, reforça a tese de que o ex-governador quer um governo com "mão pesada" na gestão pública.
O que isso sinaliza para a política econômica
A eventual nomeação de Armínio Fraga teria impacto direto na condução da política monetária e fiscal. O ex-presidente do BC é associado a uma gestão técnica, com foco em controle da inflação e credibilidade. Para investidores, seria um aceno de responsabilidade fiscal.
Mas há um ponto de atenção: Fraga ainda não aceitou. O convite está feito, mas a resposta não veio. Caiado disse que "quero que venham trabalhar comigo", numa demonstração de confiança. O mercado, no entanto, costuma precificar apenas o que é confirmado.
A polêmica das terras raras
Caiado também aproveitou o discurso para rebater críticas do governo federal sobre sua proposta para o setor de terras raras. Ele classificou como "burrice e mau-caratismo" a posição de parte do governo de que o plano significaria entregar esses recursos aos Estados Unidos.
Segundo o presidenciável, o objetivo é atrair tecnologia para que o País deixe de exportar minerais brutos e passe a produzir bens de maior valor agregado, como baterias, semicondutores e turbinas. A declaração insere o debate econômico na campanha, com foco em industrialização e soberania tecnológica.
O contexto do almoço com empresários
O evento na ACSP reuniu cerca de mil convidados. Kassab e Caiado participaram do almoço, que serviu de palco para os anúncios. A escolha do público não é casual: empresários são o eleitorado que mais reage a sinais de política econômica. A presença de Kassab, presidente nacional do PSD, reforça a aliança entre os dois partidos.
A cerimônia ocorreu no Clube Atlético Monte Líbano, na capital paulista. O local é tradicional em encontros de lideranças políticas e empresariais. A repercussão, porém, transcendeu o evento: a confirmação de Kassab ganhou manchetes e reacendeu o debate sobre quem comandará a economia em eventual novo governo.
Próximos passos e expectativa
O cenário, portanto, é de expectativa. Caiado já fez o convite a Fraga, mas aguarda resposta. A recusa de Gakiya mostra que nem todos os nomes citados aceitarão. Ainda assim, a sinalização de que o presidenciável busca perfis técnicos é um dado concreto para analistas e investidores.
Para quem acompanha a sucessão presidencial, o movimento de Caiado indica prioridade clara: montar uma equipe com credibilidade no mercado e experiência em gestão. Resta saber se Fraga aceitará o desafio. Até lá, o mercado observa e precifica as possibilidades.
Perguntas Frequentes
Armínio Fraga aceitou o convite para o Ministério da Fazenda?
Não. Caiado afirmou que o convite já foi feito, mas ainda não recebeu resposta. A confirmação de Kassab indica que o nome é cogitado, mas a aceitação ainda não ocorreu.
Quais outros nomes foram citados por Caiado?
Além de Armínio Fraga, Caiado citou Lincoln Gakiya, Roberto Azevêdo e Guilherme Afif Domingos. Gakiya recusou o convite; os demais ainda não responderam publicamente.
O que Caiado disse sobre as terras raras?
Caiado classificou como "burrice e mau-caratismo" a alegação do governo federal de que sua proposta entregaria recursos aos EUA. Ele defendeu que o plano busca atrair tecnologia para produzir bens de maior valor agregado no Brasil.
Onde ocorreu o anúncio?
O anúncio foi feito durante almoço com empresários promovido pela ACSP, no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo, com cerca de mil convidados.
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