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Itaú Unibanco consolida em Luxemburgo operações europeias

O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira a consolidação em Luxemburgo de suas operações europeias de banco corporativo, de investimento e de mercados globais. A reorganização busca apoiar o crescimento da instituição na região e simplificar sua estrutura no continente.

Segundo o banco, o movimento tem três objetivos principais: sustentar a expansão na Europa, agilizar a governança e melhorar a eficiência operacional. A cobertura de clientes em toda a região é mantida.

Na nova estrutura, o Itaú Europe, em operação desde junho, reunirá as atividades bancárias de Portugal e do Reino Unido, além dos atuais negócios de gestão patrimonial (wealth management) no hemisfério norte. O banco afirmou que a mudança acompanha a evolução das exigências regulatórias europeias.

A operação europeia atende cerca de 350 empresas europeias e mais de 50 contas globais de renda variável e renda fixa. Entre os produtos oferecidos estão crédito corporativo, financiamento ao comércio exterior e assessoria financeira.

O CEO do Itaú Europe, Thomas Campion, afirmou em comunicado à imprensa que o movimento reforça a ambição de construir uma operação bancária de referência na conexão entre Europa e América do Sul. Segundo ele, a medida também reafirma o compromisso com o mercado europeu e com os planos de crescimento dos clientes na região.

O Itaú, maior banco privado da América Latina em volume de receita e carteira de crédito, atua na Europa há 30 anos. A instituição está presente em 18 países e tem mais de 70 milhões de clientes.

A consolidação em Luxemburgo ocorre em um momento de maior escrutínio regulatório sobre bancos que operam entre continentes. Para o Itaú, a estrutura simplificada pode reduzir custos de compliance e acelerar a tomada de decisão em operações de crédito corporativo e financiamento de comércio exterior.

A escolha de Luxemburgo como sede europeia não é isolada. O país é reconhecido como centro financeiro para bancos que atendem clientes institucionais e de private banking com exposição à América Latina. A presença de autoridades reguladoras familiarizadas com operações cross-border pesa na decisão.

Para clientes corporativos europeus que fazem negócios na América do Sul, a mudança pode significar acesso mais direto a produtos de crédito e assessoria. A integração das operações de Portugal e Reino Unido sob uma única entidade tende a encurtar prazos de aprovação e padronizar condições contratuais.

O movimento também dialoga com a estratégia de private banking. Ao consolidar a gestão patrimonial no hemisfério norte, o Itaú busca posicionar-se como assessor global de investimentos para clientes de alta renda com interesses nos dois lados do Atlântico.

A operação europeia do Itaú não é nova, mas ganha escala com a reorganização. O banco atua no continente há três décadas, atendendo multinacionais e investidores institucionais com conexões com a América do Sul. A consolidação em Luxemburgo é o passo mais recente dessa trajetória.

Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
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