Irã e Omã discutem corredor em Ormuz; impasse com EUA segue
O Irã afirmou ter retomado as negociações com Omã para gerenciar o Estreito de Ormuz, enquanto enfrenta pressão econômica do presidente dos EUA, Donald Trump. A via navegável estratégica respondia por um quinto dos embarques globais de petróleo e gás natural liquefeito antes do início da guerra, em fevereiro. A maior parte da navegação foi interrompida desde então.
Os dois países afirmaram nesta terça-feira que discutiram "um corredor de navegação temporário conjunto" pelo estreito e concordaram em remover minas. Embora as hostilidades ativas entre EUA e Irã tenham diminuído, os esforços diplomáticos para um acordo de paz estão paralisados, e a passagem pela via continua perigosa.
Um petroleiro foi atingido nesta terça-feira por um projétil não identificado e ficou inoperante a cerca de 17 km a nordeste de Ash Shishah, em Omã, na entrada do estreito, informou a Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido. Separadamente, o Serviço Secreto dos EUA disse estar ciente de um vídeo da TV estatal iraniana discutindo um possível plano para assassinar Barron Trump, filho mais novo do presidente, de 20 anos. O vídeo alegava que ele estava sendo vigiado e que havia uma recompensa de US$ 10 milhões por sua morte.
Apesar das tensões, os EUA começam a enviar pessoal de volta a missões diplomáticas no Oriente Médio que tiveram efetivo reduzido, sinalizando menor risco de escalada no curto prazo. Na segunda-feira, Washington ameaçou punir países que continuarem a fazer negócios com o Irã, mas não imporá sanções imediatamente. Os preços do petróleo caíram pelo segundo dia, com operadores ignorando o impacto das sanções, enquanto o Irã denunciou a tentativa de isolamento como "grave ilegalidade".
A aprovação pública dos EUA à guerra caiu ao nível mais baixo desde o início do conflito, e a popularidade de Trump também está em baixa, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. Milhares de pessoas morreram, a maioria no Irã e no Líbano, e o estado exato do programa nuclear iraniano permanece desconhecido.