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Ibovespa fecha estável; dólar sobe a R$ 5,08 em 3/8

Ibovespa perde carona em recorde de Wall Street e fecha no zero a zero; dólar sobe a R$ 5,08

O Ibovespa encerrou o primeiro pregão de agosto estável, pressionado por ações peso-pesado ligadas a commodities. Nesta segunda-feira (3), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações sem variação (0,0%), aos 178.000,24 pontos. Já o dólar à vista fechou a R$ 5,0870, em alta de 0,33%.

Por que o Ibovespa ficou no zero a zero enquanto Wall Street subiu?

O mercado brasileiro fechou no zero a zero, enquanto os índices de Wall Street avançaram mais de 1%, beneficiados pela baixa do petróleo e pela recuperação do segmento tech. Na avaliação do analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, a falta de movimento por aqui aconteceu devido ao cenário externo mais benigno, com a interrupção de ataques entre Estados Unidos e Irã.

Além disso, Mollo considera que o índice ficou de lado à espera da decisão de política monetária no Brasil pelo Banco Central e do relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos de julho, o payroll, que devem seguir como pontos de atenção dos investidores ao longo da semana.

O que pesou no Ibovespa: Vale, Petrobras e bancos

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa. O Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com alta de 0,15%, próxima à estabilidade.

A Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, encerrou o dia com queda de 2,32% (R$ 74,51), em linha com a baixa do minério de ferro na bolsa de Dalian.

A Petrobras (PETR4; PETR3) acompanhou a desvalorização dos preços do petróleo, com o Brent recuando 4,73%, a US$ 83,77 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. PETR3 caiu 0,82% (R$ 48,64) e PETR4 registrou perda de 1,20% (R$ 42,90).

Destaques positivos e negativos do pregão

A ponta positiva do índice foi encabeçada pela Hapvida (HAPV3), com salto de 5,59% (R$ 11,91). Já a ponta negativa do IBOV foi liderada por CSN (CSNA3), que recuou 5,99%, a R$ 4,55. A siderúrgica tombou após a Fitch Ratings rebaixar a nota de crédito da companhia de B para CCC+ e manter a perspectiva negativa.

Cenário externo: Europa e Ásia em direções opostas

Na Europa, os mercados também avançaram com a perspectiva de avanço nas negociações entre EUA e Irã. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou avanço de 0,45%, aos 652,09 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam mistos. O índice Nikkei, do Japão, recuou 0,94%, aos 63.754,90 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve avanço de 0,48%, aos 26.009,40 pontos. Em destaque, o Kospi, da Coreia do Sul, derreteu 5,12%, aos 6.257 pontos.

O que esperar do câmbio na semana?

O dólar à vista fechou a R$ 5,0870, em alta de 0,33%. Na comparação com os últimos dias, o Banco Central registrou o dólar PTAX de venda em R$ 5,1005 em 27/07, R$ 5,1177 em 28/07, R$ 5,1217 em 29/07, R$ 5,0739 em 30/07 e R$ 5,0773 em 31/07. Na segunda-feira (3), a PTAX de venda foi R$ 5,0723.

Contexto: o ciclo sempre vira, mas o pregão foi de espera

O primeiro pregão de agosto mostrou que o mercado brasileiro prefere esperar a se arriscar. A interrupção de ataques entre EUA e Irã trouxe alívio externo, mas a agenda doméstica, com a decisão do Banco Central, e o payroll nos EUA seguram o apetite por risco. O ciclo sempre vira, mas, nesta segunda, o investidor preferiu observar.

Perguntas Frequentes

O Ibovespa subiu ou caiu na segunda-feira (3)?

O Ibovespa fechou estável, sem variação (0,0%), aos 178.000,24 pontos, no primeiro pregão de agosto.

Qual foi a cotação do dólar à vista no fechamento?

O dólar à vista encerrou a R$ 5,0870, em alta de 0,33%.

Por que o Ibovespa não acompanhou a alta de Wall Street?

O índice ficou pressionado por ações de commodities, como Vale e Petrobras, e de lado à espera da decisão do Banco Central e do payroll dos EUA.

Qual ação subiu mais no Ibovespa?

A Hapvida (HAPV3) liderou os ganhos, com alta de 5,59%, a R$ 11,91.

Qual ação caiu mais no Ibovespa?

A CSN (CSNA3) recuou 5,99%, a R$ 4,55, após rebaixamento da nota de crédito pela Fitch Ratings.

Rubens Athayde
Economista de mercado
Economista de mercado.
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