Hackers atacam Revolut e exigem resgate de US$ 3 milhões
Hackers que invadiram os sistemas da Revolut ameaçam vender registros confidenciais de centenas de clientes a outros grupos criminosos. A condição para não divulgar os dados é o pagamento de US$ 3 milhões em até 24 horas, conforme apurou o Financial Times nesta quarta-feira.
A fintech britânica não respondeu imediatamente a um pedido de comentário feito pela Reuters. O prazo curto dado pelos invasores, de apenas um dia, reduz a margem de negociação e coloca a empresa sob pressão para decidir entre pagar o resgate ou arcar com a exposição dos dados.
O que muda para quem tem conta na Revolut
A ameaça não se limita ao vazamento em si. Os hackers sinalizam que podem repassar os registros a outros grupos criminosos, o que amplia o alcance do problema: dados que vazam uma vez costumam circular em fóruns e mercados clandestinos por meses. Para o cliente, o risco prático está no uso dessas informações em fraudes de engenharia social, aberturas de crédito indevidas e tentativas de acesso a outras contas.
Não há, até o momento, informação pública sobre quais tipos de registros foram acessados nem sobre quantos clientes foram efetivamente atingidos além da referência a "centenas". A Reuters procurou a Revolut, mas não obteve retorno imediato.
O que a empresa ainda não disse
A ausência de posicionamento oficial deixa em aberto pontos centrais: se os sistemas já foram contidos, se há investigação de autoridade competente e se os clientes serão notificados individualmente. Em casos do tipo, a comunicação tempestiva costuma ser o principal instrumento para reduzir danos, porque permite que o usuário troque senhas, ative verificação em duas etapas e monitore movimentações atípicas.
A reportagem do Financial Times foi publicada nesta quarta-feira. O desfecho depende de como a fintech responde ao ultimato nas próximas horas.
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