Petróleo acima de US$ 100 e Ibovespa cai; entenda
Os investidores digerem mais um dia de acirramento das tensões entre Estados Unidos e Irã nesta quarta-feira (9). Ainda de madrugada no Brasil, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado 10 navios petroleiros, após os EUA anunciarem a destruição de cinco navios iranianos. O conflito, que já dura seis meses, ganha novo capítulo e mexe com os preços globais.
O barril do petróleo Brent, referência internacional, avançou para US$ 100 após alta de mais de 2,5%. A disparada da commodity e o impacto na inflação formam o pano de fundo do cenário local, que digere o chamado "trade eleitoral". Com agenda esvaziada no Brasil e no exterior, a atenção se volta para o petróleo e para o empate técnico no segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No campo dos indicadores, a atualização semanal de emprego da ADP, nos Estados Unidos, é o principal destaque externo. No Brasil, o fluxo cambial ganha relevância. O Ibovespa, que subiu 1,20% na terça-feira (8), aos 187.366,84 pontos, após tocar 189.487,70 pontos, maior nível desde abril, agora opera em queda quando medido em dólar. O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro em Nova York, recua 0,62%, a US$ 38,61.
O dólar à vista fechou a terça em R$ 5,0858, queda de 0,88%, patamar próximo ao PTAX de venda de 08/09/2026, de R$ 5,0856. As bolsas asiáticas fecharam sem sinal único, e a Europa e os futuros dos EUA operam no vermelho. Para o investidor, o ciclo de volatilidade tende a persistir enquanto o petróleo seguir no radar e a eleição seguir indefinida. análise de impacto do petróleo na bolsa