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Gás de Chipre na Europa: 2028 e o impacto para você

Gás natural de Chipre abastecerá a Europa no primeiro semestre de 2028, diz ministro

Os consumidores europeus podem esperar que o gás natural de um depósito submarino ao largo de Chipre atenda suas necessidades energéticas já em março de 2028. A informação foi confirmada pelo ministro da Energia de Chipre, Michael Damianos, em entrevista à Associated Press. O Mediterrâneo Oriental está se tornando uma fonte alternativa de energia para a Europa, enquanto a guerra na Ucrânia e a instabilidade no Oriente Médio forçam o continente a buscar novas fontes.

Como o gás de Chipre vai chegar à Europa

O caminho do gás começa no campo Cronos, ao sul de Chipre. TotalEnergies e Eni decidiram desenvolver o depósito, marcando a primeira vez que o gás do Mediterrâneo Oriental será fornecido à Europa. O consórcio Eni-TotalEnergies planeja iniciar ainda este ano a construção de um gasoduto de Cronos para a infraestrutura no depósito de gás Zohr, no Egito, a 105 km de distância, com conclusão em até 18 meses.

O gás será então transportado para a instalação de Damietta, no Egito, para ser liquefeito e enviado à Europa. Essa rota é a opção mais viável economicamente, custando cerca de US$ 2 bilhões, devido à proximidade com a infraestrutura existente. Enquanto o acordo prevê que todo o gás de Cronos vá para a Europa, uma cláusula permite que um quinto seja usado para atender necessidades energéticas do Egito.

O que mais está sendo descoberto na região

Cronos é um dos seis depósitos descobertos na Zona Econômica Exclusiva de Chipre. Glaucus e Pegasus, com 6,9 trilhões de pés cúbicos, devem começar a produzir até 2033, segundo ExxonMobil e QatarEnergy. A americana ExxonMobil planeja expandir suas atividades de exploração em Chipre, segundo Damianos.

O campo Afrodite, descoberto há 15 anos, possui 5,6 trilhões de pés cúbicos. Uma decisão final sobre seu desenvolvimento, liderada pela Chevron, é esperada para 2027, com um gasoduto ligando-o às instalações egípcias. Parte do campo está em águas israelenses, e um árbitro decidirá a porcentagem de Israel no próximo mês.

Por que isso importa para o seu bolso

A redução da dependência europeia de fontes instáveis pode, no médio prazo, estabilizar os preços globais de energia. Para o consumidor brasileiro, o efeito é indireto, mas real: o preço do gás natural e da eletricidade no mercado internacional influencia as tarifas domésticas e o custo de insumos industriais. Quando a Europa diversifica suas fontes, a pressão sobre a demanda global diminui, o que pode conter altas de preço como o preço do gás afeta sua conta de luz.

O projeto também quer acabar com o isolamento energético

O projeto Cronos visa acabar com o isolamento energético de Chipre e Israel, sendo um pilar para a iniciativa IMEC, uma nova rota de energia e comércio que incluirá também o Golfo e a Índia. No entanto, enfrenta burocracia devido a custos superiores à estimativa inicial de US$ 2,2 bilhões. Um relatório do Banco Europeu de Investimento trará clareza sobre os custos nos próximos meses.

Cronograma e próximos passos

  • 2025: início da construção do gasoduto de Cronos para Zohr, no Egito.
  • 2026-2027: conclusão do gasoduto e início do transporte para Damietta.
  • Março de 2028: gás de Cronos chega à Europa.
  • 2027: decisão final sobre o campo Afrodite, liderada pela Chevron.
  • 2033: produção de Glaucus e Pegasus, segundo ExxonMobil e QatarEnergy.

Perguntas Frequentes

Quando o gás de Chipre chega à Europa?

O gás natural do campo Cronos deve chegar à Europa em março de 2028, segundo o ministro da Energia de Chipre, Michael Damianos.

Quem está desenvolvendo o campo Cronos?

O consórcio Eni-TotalEnergies está desenvolvendo o campo Cronos, ao sul de Chipre.

Para onde vai o gás de Cronos?

Todo o gás de Cronos irá para a Europa, com uma cláusula que permite que um quinto seja usado para atender necessidades energéticas do Egito.

O que é a iniciativa IMEC?

IMEC é uma nova rota de energia e comércio que incluirá o Golfo e a Índia, e o projeto Cronos é um pilar para acabar com o isolamento energético de Chipre e Israel.

Quanto custa o projeto Cronos?

A rota de gasoduto para o Egito custa cerca de US$ 2 bilhões, mas os custos totais do projeto superaram a estimativa inicial de US$ 2,2 bilhões, e um relatório do Banco Europeu de Investimento trará clareza nos próximos meses.

Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
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