Flávio Bolsonaro não deveria ser candidato, diz Caiado
Flávio Bolsonaro não teve capacidade de comprovar inocência e não deveria ser candidato, diz Ronaldo Caiado
O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, ampliou os ataques a Flávio Bolsonaro e afirmou, nesta sexta-feira (7), que o adversário não teve capacidade de comprovar inocência no caso "Dark Horse" e nas relações com Daniel Vorcaro, do Banco Master. Por isso, segundo ele, o candidato do PL não deveria disputar as eleições presidenciais de 2026.
Por que Caiado mudou de posição sobre Flávio Bolsonaro?
Caiado explicou que sua posição inicial era de que Flávio deveria se explicar. "No momento em que não explicou e acumulou outras situações que não conseguiu convencer, a posição foi diferente. Se não teve capacidade de comprovar inocência, não tem capacidade de ser candidato", disse durante sabatina da GloboNews com presidenciáveis.
O ex-governador de Goiás completou: "Ele não deveria ser candidato a presidente se tem dúvida em relação ao comportamento. Não pode governar se não tiver autoridade moral, porque geraria uma crise de governabilidade e respeito às instituições".
O impacto prático para o eleitor em 2026
A disputa pela Presidência ganha contornos mais duros. Para quem acompanha as eleições, a mudança de tom de Caiado sinaliza que o caso envolvendo Flávio Bolsonaro deve dominar debates e sabatinas. Isso afeta diretamente a sua decisão de voto, já que a capacidade de um candidato de governar passa pela confiança que inspira.
Caiado propõe polícia transnacional com países da América do Sul
Entre os temas da sabatina, Caiado voltou a priorizar a questão da violência. Se eleito, trabalhará com os dez países que fazem fronteira com o Brasil na América do Sul para criar uma "polícia transnacional", da qual pretende ser o primeiro comandante.
"Uma polícia em parceria que terá livre trânsito entre os países, assim como fiz como governador de Goiás. Temos acordo com Estados limítrofes e as polícias têm livre trânsito (nas divisas)", afirmou.
Ao ser questionado sobre o fracasso da proposta discutida com outros governadores para criar um consórcio da paz, que seria um embrião do que ele propõe para a América do Sul, Caiado afirmou que o modelo nunca teve apoio do governo federal.
Câmeras corporais: Caiado discorda de Tarcísio de Freitas
O ex-governador de Goiás manteve posição contrária às câmeras corporais nas polícias. Caiado disse discordar do aliado, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), de que os acessórios preservam inclusive a vida dos policiais, com redução pela metade nas mortes dos profissionais desde a adoção. "Câmeras não dão liberdade para ir ao confronto e a pessoa tem que entender que está numa guerra", afirmou.
Forças armadas e o combate ao crime organizado
Caiado repetiu que, se eleito, as "forças armadas vão entrar para resolver e não para prender. Vão reocupar território". Segundo ele, 340 municípios da Amazônia estão sob comando do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV), e o narcotráfico na região tem suporte de forças do México, Venezuela e Colômbia, o que justificaria o uso das forças armadas e a criação da polícia transnacional.
Emendas parlamentares: Caiado quer direcionar 100% para obras
Caiado afirmou que há "desestruturação do presidencialismo" ao comentar sobre as emendas parlamentares. Ele pretende direcioná-las integralmente para obras do seu plano de governo. O candidato afirmou que governaria "tranquilamente" com as emendas, mas que não poderá ter "594 planos de governo", referindo-se ao número de parlamentares do Congresso Nacional.
"Na minha época, nunca teve uma emenda impositiva enquanto fui senador e deputado. Nunca vi isso na minha vida, nunca vi emenda impositiva. Então, essa é a desestruturação do presidencialismo", afirmou. "Você tem uma desordem institucional completa. Então é preciso que o cidadão entenda que vai ter um presidente da República com autoridade moral e capacidade de negociar esses assuntos."
Na sequência, o ex-governador de Goiás afirmou que vai apresentar obras por setor para os parlamentares aplicarem as suas emendas. "Vou direcionar 100% nas obras do governo, do meu plano de governo, eleito pela população". Ele afirmou ainda que "não tem como" um parlamentar dizer não. "Você não pode menosprezar também o peso da cadeira da Presidência da República", acrescentou.
O que isso significa para a sua vida financeira?
A disputa eleitoral e as propostas de segurança pública têm impacto direto no seu bolso. A criação de uma polícia transnacional, por exemplo, pode significar mais gastos públicos, o que afeta a inflação e os juros. Além disso, a forma como as emendas parlamentares serão usadas pode influenciar a execução de obras e serviços que você utiliza no dia a dia.
Perguntas Frequentes
Flávio Bolsonaro é candidato à Presidência em 2026?
Sim, Flávio Bolsonaro é candidato do PL às eleições presidenciais de 2026, mas enfrenta críticas de adversários como Ronaldo Caiado.
O que é o caso "Dark Horse"?
O caso "Dark Horse" é uma das situações citadas por Caiado para justificar a afirmação de que Flávio Bolsonaro não comprovou inocência. A fonte não traz detalhes adicionais sobre o caso.
Quem é Daniel Vorcaro?
Daniel Vorcaro é citado por Caiado como uma das relações de Flávio Bolsonaro que levantam dúvidas. A fonte não especifica o papel de Vorcaro no caso.
O que é a polícia transnacional proposta por Caiado?
É uma proposta de parceria entre Brasil e os dez países da América do Sul que fazem fronteira com o país, para criar uma polícia com livre trânsito entre as nações, com Caiado como primeiro comandante.
Caiado é a favor das câmeras corporais?
Não. Caiado é contra as câmeras corporais nas polícias, discordando do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que defende o uso dos equipamentos.
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