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Fim da declaração do Imposto de Renda? Durigan defende mudança

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (14) que a modernização do sistema tributário brasileiro avance até o fim da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) nos moldes atuais. A declaração foi feita durante participação no evento Esfera Brasil, realizado em São Paulo.

Segundo Durigan, a reforma tributária precisa ir além das mudanças nos impostos e servir para reduzir a burocracia enfrentada por contribuintes e empresas. "A reforma tributária precisa ser um facilitador na vida do empresário. A gente precisa automatizar os processos", afirmou o ministro no evento.

A proposta de fim da declaração do Imposto de Renda para pessoas físicas não tem prazo definido nem detalhamento técnico divulgado até o momento. O que existe é a sinalização do ministro de que o avanço da digitalização deveria permitir ao Estado usar dados que já chegam automaticamente à Receita Federal para reduzir obrigações impostas aos cidadãos.

O que Durigan disse sobre o fim da declaração do IR

O ministro citou a declaração do Imposto de Renda como exemplo de obrigação que poderia ser simplificada diante da quantidade de informações que já chegam automaticamente à Receita Federal.

"A gente tem que ter o fim da declaração do Imposto de Renda para as pessoas físicas, já que a gente tem um Brasil todo conectado", disse Durigan.

Ele lembrou que instituições financeiras, planos de saúde e empregadores já fornecem à Receita informações sobre rendimentos e despesas dedutíveis dos contribuintes. Na avaliação do ministro, o avanço da digitalização deveria permitir que o Estado utilizasse esses dados para reduzir as obrigações impostas aos cidadãos.

"O Estado tem que, de fato, ser mais eficiente para não soar ou não ser, de fato, um entrave na vida dos empresários", afirmou.

A fala do ministro não detalha como funcionaria a substituição da declaração anual, nem se haveria mudança no modelo de tributação na fonte ou de ajuste anual. O que está posto é a intenção de aproveitar o cruzamento de dados que a Receita já faz para eliminar a etapa declaratória para pessoas físicas.

Reforma tributária entra em fase de implementação

Durigan afirmou que, após a aprovação das principais mudanças no Congresso, a reforma tributária entra agora em um desafio de implementação. Segundo o ministro, a orientação dada à equipe econômica é evitar que o novo sistema crie novas camadas de burocracia.

"Não vamos criar burocracia, novos entraves. Temos que facilitar a vida, seja do pequeno, seja do grande empresário brasileiro", disse.

O ministro também reconheceu que o governo não conseguiu evitar todas as exceções incluídas na reforma durante a tramitação no Congresso. Segundo ele, porém, o novo modelo representa um avanço em relação ao sistema anterior.

A declaração indica que o governo pretende continuar revendo benefícios fiscais nos próximos anos, com o objetivo de reduzir distorções e permitir uma tributação mais equilibrada entre os diferentes setores da economia.

Impacto prático para o contribuinte

Para quem declara o Imposto de Renda anualmente, a discussão sobre o fim da declaração nos moldes atuais mexe com uma rotina que envolve reunir informes de rendimento, comprovantes de despesas médicas e educacionais e recibos de outras deduções. A simplificação defendida por Durigan aponta para um cenário em que esses dados já estariam disponíveis ao Fisco sem que o contribuinte precise reuni-los e declará-los manualmente.

A mudança, no entanto, não é imediata. Depende de adaptação dos sistemas da Receita Federal, de regulamentação e de eventuais alterações legislativas. O ministro não apresentou cronograma.

Acompanhar o debate importa porque a obrigação declaratória tem impacto direto no calendário financeiro de milhões de pessoas: prazo de entrega, restituição, malha fina e eventuais multas por atraso ou erro. Uma transição para modelo automatizado mudaria a forma como o contribuinte organiza documentos e planeja o ano.

O que esperar da reforma tributária

O discurso do ministro na Esfera Brasil sinaliza três frentes para os próximos anos:

  • Automatização de processos, com uso de dados já enviados por bancos, planos de saúde e empregadores à Receita Federal.
  • Revisão de benefícios fiscais, com o objetivo declarado de reduzir distorções entre setores.
  • Preocupação com a implementação, para que o novo sistema não crie camadas adicionais de burocracia.

Nenhuma dessas frentes tem prazo ou texto normativo apresentado até o momento. reforma tributária e declaração do Imposto de Renda seguem como temas em discussão.

Perguntas Frequentes

O fim da declaração do Imposto de Renda já está decidido?

Não. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a medida durante evento, mas não há prazo, texto normativo ou detalhamento técnico divulgado. A fala sinaliza uma intenção do governo, não uma regra em vigor.

Quem seria afetado pelo fim da declaração do IR?

A proposta mencionada por Durigan se refere às pessoas físicas. Ele citou a quantidade de informações que já chegam automaticamente à Receita Federal por meio de instituições financeiras, planos de saúde e empregadores.

Por que a declaração poderia acabar?

Segundo o ministro, o avanço da digitalização deveria permitir que o Estado usasse os dados já enviados ao Fisco para reduzir obrigações impostas aos cidadãos. Ele afirmou que o Brasil está "todo conectado".

O que muda para as empresas?

Durigan afirmou que a reforma tributária precisa ser um facilitador na vida do empresário e que a orientação à equipe econômica é evitar novas camadas de burocracia. Ele disse que o governo quer facilitar a vida tanto do pequeno quanto do grande empresário.

O governo conseguiu evitar todas as exceções na reforma?

Não. O próprio ministro reconheceu que o governo não conseguiu evitar todas as exceções incluídas na reforma durante a tramitação no Congresso. Ele afirmou, porém, que o novo modelo representa um avanço em relação ao sistema anterior.

Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
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