Greve ferroviários SP: trens 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade param
Funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, operadas pela CPTM, entraram em greve à 0h desta terça-feira (4), por tempo indeterminado. A decisão saiu após assembleia no Brás; categoria cobra reestatização e garantia de empregos.
Ferroviários de SP confirmam greve e paralisam trens das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade nesta terça-feira
Funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, atualmente operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), decidiram entrar em greve à 0h desta terça-feira (4), por tempo indeterminado. A paralisação atinge diretamente quem depende do transporte metropolitano na capital e na região metropolitana de São Paulo.
A decisão foi tomada após assembleia realizada na noite desta segunda-feira (3), na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, no Brás, centro da capital. Mais cedo, representantes da categoria foram chamados para uma reunião com membros do Governo de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes. As conversas não foram suficientes para demover os trabalhadores de paralisar as atividades.
Greve por tempo indeterminado: o que motivou a paralisação
A categoria reivindica a reestatização das três linhas, que foram concedidas à iniciativa privada, além da garantia de que os trabalhadores não serão demitidos após os ramais passarem a ser de responsabilidade da concessionária TriviaTrens. A principal demanda, segundo lideranças sindicais, é a manutenção dos empregos.
"A nossa principal reivindicação é a garantia da manutenção dos empregos das linhas 11, 12 e 13", afirmou à reportagem Luiz Barbosa Neto Junior, o Júnior, uma das lideranças sindicais e que esteve também no Palácio dos Bandeirantes nesta segunda.
O sindicalista acrescentou que o governo não deu garantia de reabsorção dos trabalhadores após o período de 90 dias em que a CPTM voltou a operar as linhas. Segundo Júnior, 2.300 funcionários da CPTM correm o risco de perderem seus empregos caso os trabalhadores da companhia não sejam reabsorvidos quando as atividades voltarem a ser controladas pela TriviaTrens.
PL 730/2025: a proposta que a categoria defende
A categoria também tem defendido o Projeto de Lei 730/2025, do deputado federal Guilherme Cortez (PSOL), que autoriza a absorção dos trabalhadores da CPTM das Linhas 11 - Coral, 12 - Safira e 13 - Jade por órgãos ou entidades da Administração Pública direta ou indireta do Estado, após o serviço passar a ser feito por empresa privada.
"O governo não nos deu uma garantia de que seremos reabsorvidos após esses 90 dias", acrescentou o sindicalista. "Eles afirmam que podem dar um apoio ao PL que já está tramitando (PL 730/2025), mas não conseguiram garantir que continuaremos trabalhando".
A tramitação do projeto é vista pela categoria como uma saída institucional para preservar os postos de trabalho, mas a falta de garantia formal, na avaliação dos ferroviários, justifica a manutenção da greve.
O que mudou desde 24 de julho: CPTM reassume operação por 90 dias
Desde o último dia 24, as três linhas voltaram a ser operadas pela CPTM por determinação do governo de São Paulo e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A companhia ficará à frente do serviço por 90 dias.
A decisão foi tomada após falhas nas operações na mesma semana em que a TriviaTrens assumiu o serviço. Em uma das ocorrências, no dia 23 de julho, um foco de incêndio foi registrado em uma composição nas proximidades da Estação Bresser-Mooca, gerando transtornos entre os passageiros e no transporte público da capital.
Impacto para os passageiros e o que esperar
A greve por tempo indeterminado afeta diretamente a rotina dos usuários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que ligam a capital à região do Alto Tietê e ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. Sem prazo definido para o fim da paralisação, a orientação é que os passageiros busquem alternativas de transporte e acompanhem os comunicados oficiais da CPTM e do governo do estado.
A expectativa é que novas negociações ocorram nos próximos dias, mas a categoria afirma que só volta ao trabalho com garantia formal de manutenção dos empregos. O impasse, portanto, permanece enquanto não houver avanço concreto nas conversas com o governo.
Perguntas Frequentes
As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade estão totalmente paradas?
Sim, os funcionários das três linhas entraram em greve por tempo indeterminado à 0h desta terça-feira (4), paralisando as operações.
Quem opera as linhas durante a greve?
As linhas estão sob operação da CPTM desde o dia 24, por determinação do governo de São Paulo e da Artesp, por um período de 90 dias. A concessionária TriviaTrens é a responsável pelo serviço após esse período.
Por que os ferroviários estão em greve?
A categoria reivindica a reestatização das linhas e a garantia de que não haverá demissões quando a operação passar para a TriviaTrens. Eles também defendem a aprovação do PL 730/2025.
Quantos funcionários podem ser afetados?
Segundo lideranças sindicais, 2.300 funcionários da CPTM correm risco de perder o emprego caso não sejam reabsorvidos pela concessionária.
O que aconteceu em 23 de julho?
Um foco de incêndio foi registrado em uma composição nas proximidades da Estação Bresser-Mooca, gerando transtornos e contribuindo para a decisão de retorno temporário da CPTM à operação.