Economia

Ex-Anthropic alertam sobre IA; Nicolelis minimiza risco

ResumoMiguel Nicolelis, neurocientista brasileiro, classificou como infundados e sem base científica os alertas de ex-pesquisadores da Anthropic e da OpenAI sobre risco de extinção humana pela inteligência artificial. Ex-funcionários dessas empresas defendem que a IA avançada representa ameaça existencial à humanidade, posição contestada por Nicolelis em vídeo divulgado publicamente.

Ex-pesquisadores da Anthropic e OpenAI voltaram a defender que a IA pode extinguir a humanidade. O neurocientista Miguel Nicolelis reagiu em vídeo e classificou os alertas como infundados e sem base científica.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 11 de setembro de 2026
Ex-Anthropic alertam sobre IA; Nicolelis minimiza risco

A hipótese de que a inteligência artificial pode extinguir a humanidade voltou a circular nas redes sociais nos últimos dias. A tese é defendida por ex-pesquisadores de empresas do setor, como OpenAI e Anthropic.

Entre eles está Evan Hubinger, pesquisador da Anthropic na área de alinhamento de IA. Para ele, há mais de 10% de chance de a tecnologia causar a extinção da humanidade na próxima década. Jacob Coxon, que atuou na OpenAI e deixou a Anthropic recentemente, compartilha da mesma posição e afirma que existe uma corrida pelo desenvolvimento de uma superinteligência capaz de se autoaperfeiçoar continuamente.

Coxon diz ainda que muitos profissionais do setor acreditam, em conversas privadas, que sistemas avançados de IA podem representar risco existencial. Nem a Anthropic nem a OpenAI comentaram oficialmente as acusações.

Nicolelis contesta os alertas

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis vê o cenário de outra forma. Segundo ele, os alertas de que a IA pode extinguir a humanidade não têm base científica e refletem mais interesses econômicos e ideológicos do que riscos reais.

Médico, neurocientista e divulgador científico, Nicolelis é professor emérito da Duke University, pioneiro nos estudos sobre interação cérebro-máquina e foi reconhecido pela revista Scientific American como um dos 20 maiores cientistas da atualidade.

Após receber mensagens de seguidores preocupados com os rumores, ele buscou tranquilizá-los em vídeo publicado em seu Instagram. Segundo Nicolelis, a previsão de que as IAs poderiam destruir a humanidade não é sustentada por evidências concretas nem por cálculos verificáveis suficientes para justificar os 10% de risco apontados.

Ficção científica e captação de recursos

Nicolelis relembra previsões semelhantes que não se concretizaram. Ele afirma que a ideia de uma superinteligência capaz de extinguir a humanidade, difundida por grupos ligados ao movimento conhecido como Altruísmo Eficaz, está mais próxima da ficção científica do que da ciência de fato.

O neurocientista acrescenta que esses alertas ganham força em um momento em que empresas de IA buscam captar recursos e encontrar modelos de negócio lucrativos. Em sua avaliação, cenários catastróficos podem servir como estratégia para ampliar a influência política e econômica dessas companhias.

Por isso, Nicolelis reitera que considera os rumores infundados e recomenda que as pessoas não se deixem levar pelo alarmismo.

Leia também

Publicidade