EUA: legisladores pedem que governo Trump proíba compra de chips de memória chineses
Legisladores dos EUA pedem que o governo Trump proíba a compra de chips de memória fabricados por empresas chinesas, citando riscos à segurança nacional e à cadeia de suprimentos de semicondutores. A proposta pode redefinir o comércio global de tecnologia.
EUA: legisladores pedem que governo Trump proíba compra de chips de memória chineses
Legisladores americanos intensificaram a pressão sobre o governo Trump para que proíba a compra de chips de memória fabricados por empresas chinesas, como a YMTC (Yangtze Memory Technologies Co.) e a CXMT (ChangXin Memory Technologies). O pedido, formalizado em carta enviada ao Departamento de Comércio e ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA, argumenta que esses componentes representam risco à segurança nacional e à cadeia de suprimentos de semicondutores. A proposta, se implementada, pode redefinir o comércio global de tecnologia.
Legisladores dos EUA pedem que o governo Trump proíba a compra de chips de memória chineses, como os da YMTC e CXMT, citando riscos de espionagem e dependência tecnológica. A medida visa proteger a segurança nacional e fortalecer a indústria doméstica de semicondutores.
Pressão bipartidária no Congresso dos EUA
A carta, assinada por membros do Comitê de Comércio do Senado e da Câmara, inclui tanto republicanos quanto democratas. O documento, obtido pela Reuters, cita relatórios de inteligência que apontam que a YMTC pode ter violado sanções dos EUA ao fornecer chips para a Huawei. "Empresas chinesas de memória são extensões do Partido Comunista Chinês e representam ameaças à segurança dos EUA", afirmam os legisladores.
Impactos na cadeia de suprimentos de semicondutores
A proibição proposta afetaria diretamente a compra de chips NAND Flash e DRAM, usados em data centers, servidores e equipamentos de telecomunicação. A YMTC, por exemplo, já é alvo de restrições de exportação dos EUA desde 2022. Segundo analistas do setor, a China responde por cerca de 15% da produção global de chips de memória, mas a participação cresce rapidamente. A medida poderia acelerar a migração de fornecedores para empresas americanas como Micron Technology e coreanas como Samsung e SK Hynix semicondutores: cadeia global de suprimentos.
Resposta do governo Trump
Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou oficialmente sobre o pedido. O Departamento de Comércio dos EUA, responsável por implementar sanções e restrições, informou que está revisando a carta. O governo Trump já adotou medidas protecionistas no setor de semicondutores, como a proibição de exportação de equipamentos avançados para a China em 2022 e 2023. A decisão final pode sair nas próximas semanas, segundo fontes do Congresso.
Reações da China e da indústria
O governo chinês criticou o pedido, classificando-o como "interferência injustificada no comércio global". A YMTC, em nota, negou violações de sanções e afirmou que seus chips são seguros. A Associação da Indústria de Semicondutores dos EUA (SIA) alertou que a proibição pode elevar custos para empresas americanas e prejudicar a competitividade. "Restrições excessivas podem desestabilizar a cadeia global e levar a retaliações", disse o presidente da SIA em comunicado.
Riscos de segurança nacional
Os legisladores citam relatórios da Agência de Segurança Nacional (NSA) que indicam que chips chineses podem conter backdoors para espionagem. "Não podemos permitir que tecnologia crítica seja controlada por um regime que não respeita normas internacionais", argumentam. A proibição, se aprovada, seria uma das mais amplas desde a Guerra Fria, afetando não apenas compras governamentais, mas também empresas privadas que usam esses componentes segurança cibernética: riscos em hardware.
Alternativas e próximos passos
Caso a proibição seja implementada, empresas americanas terão que buscar fornecedores alternativos, como a Micron (EUA), Samsung (Coreia do Sul) e SK Hynix (Coreia do Sul). A medida pode acelerar investimentos na produção doméstica de chips de memória, já incentivada pelo CHIPS Act (Lei de Chips dos EUA), que prevê US$ 52 bilhões em subsídios para a indústria de semicondutores. Especialistas estimam que a transição pode levar de 12 a 18 meses, com custos adicionais para as empresas.
Perguntas Frequentes
Por que os EUA querem proibir chips de memória chineses?
Os legisladores citam riscos de espionagem e violações de sanções, como o suposto fornecimento de chips para a Huawei. A medida visa proteger a segurança nacional.
Quais empresas chinesas seriam afetadas?
As principais são a YMTC (NAND Flash) e a CXMT (DRAM), ambas controladas pelo governo chinês.
Como a proibição afetaria o mercado de tecnologia?
A medida pode elevar custos para empresas americanas, acelerar a produção doméstica e redirecionar a cadeia de suprimentos para fornecedores coreanos e americanos.
O governo Trump já respondeu?
Ainda não. O Departamento de Comércio está revisando a carta, e a decisão pode sair nas próximas semanas.
China pode retaliar?
Sim. O governo chinês já criticou o pedido e pode impor restrições a empresas americanas ou elevar tarifas sobre produtos dos EUA.
Qual o papel do CHIPS Act?
A lei de 2022 prevê US$ 52 bilhões em subsídios para a indústria de semicondutores dos EUA, o que pode ajudar a substituir a produção chinesa.