Etanol lidera queda de combustíveis em julho, afirma Veloe/Fipe
Os preços médios dos combustíveis voltaram a cair em julho, com o etanol hidratado liderando a queda (-2,3%), segundo o Monitor de Preços da Veloe em parceria com a Fipe. Diesel comum e S-10 também recuaram, enquanto o GNV subiu 4,0%. O indicador de custo-benefício flex caiu para
Etanol lidera queda de combustíveis em julho, afirma Veloe/Fipe
O etanol hidratado liderou a queda dos combustíveis em julho, com recuo de 2,3%, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe em parceria com a Fipe. O diesel comum caiu 2,1% e o diesel S-10, 1,8%. A gasolina comum e aditivada também caíram, enquanto o Gás Natural Veicular (GNV) foi o único a subir, com alta de 4,0%. O indicador de custo-benefício flex caiu para 66,7%, o menor nível desde o início da série histórica, em janeiro de 2017.
Queda de julho: etanol lidera com recuo de 2,3%
O Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe em parceria com a Fipe apontou que, em julho, cinco dos seis produtos acompanhados registraram queda. O etanol hidratado teve a maior redução, de 2,3%, seguido pelo diesel comum (-2,1%) e pelo diesel S-10 (-1,8%). As gasolinas também caíram, enquanto o GNV subiu 4,0%, em linha com reajustes na cadeia do gás natural.
Preços médios nacionais em julho
Na média nacional, os preços ficaram em:
- Diesel S-10: R$ 6,981 por litro
- Diesel comum: R$ 6,833 por litro
- Gasolina aditivada: R$ 6,821 por litro
- Gasolina comum: R$ 6,693 por litro
- Etanol hidratado: R$ 4,163 por litro
- GNV: R$ 4,846 por metro cúbico
Menores preços por Estado
Entre os Estados, o Distrito Federal registrou o menor preço médio da gasolina comum (R$ 6,319), e Mato Grosso teve a menor média do etanol (R$ 3,847), com valores mais baixos concentrados em áreas produtoras ou próximas aos polos de oferta.
No diesel, o Rio Grande do Sul apresentou o menor preço médio do S-10 (R$ 6,506), e o Paraná liderou no diesel comum (R$ 6,353). No GNV, apesar da alta nacional, as menores médias foram observadas em Alagoas (R$ 4,271), Espírito Santo (R$ 4,406) e Bahia (R$ 4,449).
Acumulado de 2026: diesel e gasolina ainda sobem
O monitor aponta que a queda de julho não reverteu as altas acumuladas em 2026. Até julho, o diesel S-10 sobe 13,0% e o diesel comum, 11,6%, enquanto a gasolina avança 6,6% (comum) e 6,1% (aditivada); o etanol, por sua vez, recua 7,0% no ano.
Na comparação com julho de 2025, o diesel S-10 ainda está 13,8% mais caro e o diesel comum, 12,4%, com altas também na gasolina comum (6,4%), na aditivada (5,9%) e no GNV (0,7%). O etanol segue na contramão, com queda de 2,2% em 12 meses.
O que explica o cenário?
O levantamento atribui o cenário à maior oferta doméstica de etanol, à transmissão gradual das cotações internacionais do petróleo ao mercado interno e à retirada parcial de medidas de amortecimento, em um mercado ainda sensível ao petróleo, ao câmbio e a tensões geopolíticas.
Indicador de Custo-Benefício Flex atinge menor nível histórico
O destaque do mês foi o Indicador de Custo-Benefício Flex, que caiu para 66,7% na média das unidades da Federação, o menor nível desde o início da série histórica, em janeiro de 2017. Como o patamar ficou abaixo da referência de 70%, o etanol ampliou a vantagem econômica em relação à gasolina comum, sobretudo em estados produtores ou próximos aos principais centros de oferta do biocombustível, informou a Veloe.
Perguntas Frequentes
Qual combustível mais caiu em julho?
O etanol hidratado liderou a queda, com recuo de 2,3%.
Quanto caiu o diesel comum?
O diesel comum caiu 2,1% em julho.
Qual o preço médio da gasolina comum?
A gasolina comum teve média de R$ 6,693 por litro.
O GNV subiu ou caiu?
O GNV subiu 4,0% em julho.
Qual o menor preço do etanol?
Mato Grosso registrou a menor média do etanol, a R$ 3,847 por litro.
O que explica a queda dos combustíveis?
Maior oferta doméstica de etanol, transmissão gradual das cotações internacionais do petróleo e retirada parcial de medidas de amortecimento.