Economia

Eneva pode acionar Justiça contra regra da ANP sobre GNL, diz CEO

ResumoA Eneva pode acionar a Justiça contra a regulamentação da ANP que obriga acesso de terceiros a terminais de GNL. O CEO Lino Cançado classificou a regra como "exagero ou preciosidade regulatória". A disputa envolve o equilíbrio entre investimentos privados e abertura do mercado de gás natural no Brasil.

A Eneva pode acionar a Justiça contra a regulamentação da ANP que prevê acesso de terceiros a terminais de GNL, classificada pelo CEO Lino Cançado como 'exagero ou preciosidade regulatória'. Entenda o que está em jogo para o mercado de gás.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 25 de agosto de 2026
Eneva pode acionar Justiça contra regra da ANP sobre GNL, diz CEO

A Eneva pode acionar a Justiça contra a regulamentação da ANP que prevê acesso de terceiros a terminais de gás natural liquefeito (GNL). A medida foi classificada pelo CEO Lino Cançado como um 'exagero ou preciosidade regulatória'. A declaração foi dada nesta quinta-feira, durante evento do MegaWhat.

'Voltar atrás ou não na regulamentação, acho que a ANP pode estar no direito dela, agora nós vamos buscar o nosso direito também... se a gente achar que isso não está de acordo com a lei, vai caber à companhia questionar essa decisão da Justiça', disse o executivo.

A diretoria da ANP aprovou no fim de junho uma regulamentação que prevê acesso 'não discriminatório e negociado' de terceiros a infraestruturas de gás, incluindo terminais de GNL, gasodutos e outras instalações. Pelas novas regras, os donos de terminais, como a Eneva, teriam que aceitar mediação e arbitragem da ANP em negociações privadas com interessados. 'Se você quer acessar meu terminal, nós vamos negociar, se nós não chegarmos a um acordo, resumidamente, ela (ANP) entraria como árbitro desse acordo', explicou Cançado.

Na visão do CEO, a regra ataca um 'não problema'. O mercado de gás se 'autorregula', com os proprietários já ofertando a terceiros a capacidade disponível. 'Acho que você tem que regular quando tem como monopólio natural... São pelo menos 9 a 10 terminais (no Brasil), de pelo menos cinco agentes diferentes. E todos eles ofertam exatamente a capacidade do terminal nas condições do preço que acham que têm que ofertar', afirmou.

Além da Eneva, também são donas de terminais de GNL a Petrobras, a Edge (da Compass, do grupo Cosan), a New Fortress Energy e GNA. A Âmbar, do grupo J&F, também atua no segmento, tendo arrendado um terminal.

Cançado acrescentou que ainda não há decisão tomada sobre judicializar o tema, e que também não foi apresentado recurso à ANP para reverter a regulamentação. regulação do setor de gás arbitragem em contratos de infraestrutura

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