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Emergentes recuperam fluxo global, mas América Latina fica para trás

As ações de mercados emergentes voltaram a ganhar espaço nos fluxos globais após a perda de força no primeiro semestre de 2026, mas a América Latina ainda aparece atrás nessa recuperação. Na semana mais recente, fundos amplos de emergentes receberam US$ 2,3 bilhões, enquanto fundos dedicados à região tiveram entrada de US$ 0,2 bilhão, segundo relatório do Deutsche Bank. O contraste fica claro: enquanto emergentes mostram alta, LatAm segue bem abaixo da média do último ano.

A melhora dos emergentes começou a aparecer a partir de junho, com o fluxo acumulado subindo ao longo de julho e agosto. Na comparação com a média do último ano, a categoria de emergentes aparece com fluxo acima da média e em alta. Os fundos amplos, porém, ainda estão abaixo da média, embora tenham registrado recuperação relevante nas últimas quatro semanas.

A América Latina segue em situação diferente: permanece bem abaixo da média e apresentou leve piora no período. Os dados do relatório não permitem afirmar que esse movimento esteja se traduzindo em maior entrada de recursos no Brasil. Como principal mercado acionário da região, porém, o país ganha relevância para acompanhar caso a melhora alcance a região com mais intensidade.

Para quem investe, o sinal é de cautela: a recuperação global ainda não chegou com força à região, e a diferença de fluxo mostra que o dinheiro está indo para outras praças. Acompanhar os próximos relatórios pode indicar se a América Latina, e o Brasil em particular, vai finalmente pegar carona nesse movimento.

Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
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