Focus: inflação de 2026 cai para 4,90% e Selic a 13,75%
Relatório Focus do Banco Central divulgado nesta segunda (14) reduziu a projeção de inflação de 2026 para 4,90%, mas manteve a Selic em 13,75%. Economistas seguem vendo apenas mais um corte de 0,25 ponto na quarta-feira (16).
Os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram a expectativa de inflação para 2026 e mantiveram a projeção de apenas mais um corte na Selic. Os dados são do Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (14).
A mediana para o IPCA deste ano caiu de 5% para 4,90%. A melhora, porém, não se espalhou por todos os horizontes. Para 2027, a projeção subiu de 4,29% para 4,30%, quinta semana consecutiva de avanço. Já 2028 e 2029 ficaram estáveis em 3,80% e 3,50%.
O contraste entre o curto e o médio prazo ajuda a explicar por que o mercado não mudou a aposta para a Selic. O Focus manteve todas as projeções de juros: 13,75% ao ano em 2026, 12,00% em 2027, 10,50% em 2028 e 10,00% em 2029.
O histórico recente do IPCA mensal reforça a leitura cautelosa. O indicador desacelerou ao longo do primeiro semestre, saindo de 0,88% em março para 0,58% em maio, até chegar a 0,16% em junho e 0,07% em julho. Em agosto, a variação mensal ficou em -0,32%.
Na atividade, o Focus cortou a projeção de PIB de 2026 de 1,93% para 1,89%. Para 2027 e 2028, os ajustes foram de 1,50% para 1,45% e de 1,96% para 1,87%. Para 2029, a estimativa seguiu em 2%. No câmbio, o dólar de 2026 ficou estável em R$ 5,20, enquanto 2027 recuou de R$ 5,30 para R$ 5,28.
A quarta-feira (16) concentra as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Por aqui, a expectativa é de mais um corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a Selic a 13,75%. Para quem tem dívida atrelada a juros ou aplicação em renda fixa, esse é o número que importa: uma Selic mais baixa reduz o rendimento de quem está posicionado em pós-fixado, mas alivia o custo do crédito. É decisão, não sorte.
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