Durigan nega inércia da União e cobra plano do BRB
Durigan nega 'inércia' da União para salvar BRB e cobra plano de negócios
O governo federal respondeu às acusações do Distrito Federal sobre o acordo para capitalizar o Banco de Brasília (BRB). O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira (6) que a alegação de "inércia" da União no processo causou profunda insatisfação nas equipes que trabalham para viabilizar o acordo, e cobrou do governo local um plano de negócios crível.
O que está em jogo no acordo do BRB?
O governo do DF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que marcasse uma nova audiência de conciliação sobre o empréstimo de R$ 6,6 bilhões necessário para capitalizar o BRB. A alegação é de inércia da União e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no cumprimento do acordo. O ministro Luiz Fux agendou a audiência para o dia 13.
O banco precisa ser capitalizado para lidar com as perdas decorrentes da compra de ativos falsos que eram do Banco Master, de Daniel Vorcaro, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. Segundo Durigan, os problemas do banco do DF são de origem criminosa e partem do próprio BRB e do governo do DF.
Durigan rebate acusação e promete levar insatisfação ao STF
"Estarei na audiência pública na próxima quinta-feira, designada pelo ministro Fux, para levar, inclusive, essa fala de indignação das equipes", disse Durigan a jornalistas na portaria da Fazenda. "As equipes têm trabalhado bastante em cima desse tema, e hoje me trouxeram essa insatisfação, que atrapalha esse processo que já está em curso."
A declaração é uma resposta direta ao governo do DF, que havia pedido ao STF uma nova audiência alegando que a União não estaria cumprindo sua parte. O ministro, no entanto, afirma que o processo está em andamento e que a acusação de inércia não reflete o trabalho das equipes.
O que falta para liberar o empréstimo?
Segundo Durigan, o que falta para concluir o acordo e liberar o empréstimo é a apresentação de mais informações sobre um plano de negócios por parte do governo do DF e do BRB. Essa etapa é importante para convencer o FGC e os bancos a liberarem os recursos.
"Se o BRB, como eu disse na reunião com o ministro Fux, tem um plano de recuperação crível, basta apresentar aos bancos, ao FGC, que certamente vai avaliar e tomar a decisão de fazer o empréstimo", disse Durigan.
Ou seja, a bola está com o governo do DF e com o próprio banco. Cabem a eles demonstrar que o BRB tem condições de se recuperar e que o empréstimo de R$ 6,6 bilhões será bem aplicado.
Acordo no STF é o único caminho possível
Durigan também descartou a possibilidade de alterar os termos do acordo. "O acordo que foi estabelecido no Supremo, na mesa do ministro Fux, é o único acordo possível", disse, acrescentando que o próprio STF pode esclarecer aos bancos que as garantias ofertadas pelo governo do DF são suficientes.
Essa declaração reforça que o governo federal não pretende renegociar as condições já estabelecidas. A saída, segundo o ministro, é o cumprimento do que foi acordado, com a apresentação do plano de negócios e a avaliação do FGC e dos bancos.
O que isso significa para o contribuinte e o sistema financeiro?
A capitalização do BRB é um tema sensível porque envolve dinheiro público e a saúde do sistema financeiro local. O banco é controlado pelo governo do Distrito Federal e sua quebra poderia gerar impacto para correntistas e para a economia da região.
O caso também chama atenção para a necessidade de governança e transparência em instituições financeiras. A compra de ativos falsos do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, é um alerta sobre os riscos de operações mal avaliadas.
Para quem acompanha o noticiário econômico, a mensagem central é: sem um plano de negócios crível, não há liberação de recursos. O FGC e os bancos precisam de garantias de que o empréstimo será recuperado.
Próximos passos no STF
A audiência de conciliação está marcada para o dia 13, no STF, sob a relatoria do ministro Luiz Fux. Durigan confirmou presença e disse que levará a insatisfação das equipes da Fazenda. O governo do DF e o BRB devem apresentar as informações adicionais sobre o plano de negócios.
O desfecho do caso depende, portanto, da capacidade do DF em demonstrar a viabilidade do banco. Se o plano for considerado crível, o empréstimo pode ser liberado; caso contrário, o impasse deve continuar.
Perguntas Frequentes
O que é o BRB?
O Banco de Brasília (BRB) é uma instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal. Ele precisa ser capitalizado para cobrir perdas com a compra de ativos falsos do Banco Master.
Quanto o BRB precisa para ser capitalizado?
O empréstimo necessário é de R$ 6,6 bilhões, conforme acordo estabelecido no STF. A liberação depende da apresentação de um plano de negócios crível.
Quem é Daniel Vorcaro?
Daniel Vorcaro é o dono do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. O BRB comprou ativos falsos do banco, o que gerou as perdas.
Quando será a próxima audiência?
A audiência de conciliação está marcada para o dia 13, no STF, sob a relatoria do ministro Luiz Fux. Durigan confirmou presença.
O acordo pode ser alterado?
Segundo Durigan, não. O acordo estabelecido no STF é o único possível, e o caminho é a apresentação do plano de negócios pelo governo do DF e pelo BRB.
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