Durigan nega inércia da União no BRB e cobra plano de negócios
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou inércia da União no caso BRB e cobrou do governo do DF a apresentação de um plano de negócios crível para destravar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões.
Durigan nega inércia da União para salvar BRB e cobra apresentação de plano de negócios
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou nesta quinta-feira, 6, a alegação de "inércia" da União no processo para salvar o Banco de Brasília (BRB). A declaração foi uma resposta direta ao governo do Distrito Federal, que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma nova audiência de conciliação sobre o empréstimo de R$ 6,6 bilhões necessário para capitalizar o banco. Durigan afirmou que a acusação causou "profunda insatisfação" nas equipes que trabalham para viabilizar o acordo.
O que falta para o acordo do BRB ser concluído?
Segundo Durigan, o que falta para concluir o acordo e liberar o empréstimo é a apresentação de mais informações sobre um plano de negócios por parte do governo do DF e do próprio BRB. Essa etapa é considerada essencial para convencer o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e os bancos a liberarem os recursos.
"Se o BRB, como eu disse na reunião com o ministro Fux, tem um plano de recuperação crível, basta apresentar aos bancos, ao FGC, que certamente vai avaliar e tomar a decisão de fazer o empréstimo", explicou Durigan.
A audiência no STF e a insatisfação das equipes
O governo do DF recorreu ao STF alegando inércia da União e do FGC no cumprimento do acordo. O ministro Luiz Fux agendou uma nova audiência de conciliação para o dia 13. Durigan confirmou presença e disse que levará a "fala de indignação" das equipes técnicas.
"Estarei na audiência pública na próxima quinta-feira, designada pelo ministro Fux, para levar, inclusive, essa fala de indignação das equipes", afirmou. "As equipes têm trabalhado bastante em cima desse tema, e hoje me trouxeram essa insatisfação, que atrapalha esse processo que já está em curso."
A origem dos problemas do BRB
Durigan voltou a afirmar que os problemas do banco do DF são de origem criminosa e partem do próprio BRB e do governo do DF. O banco precisa ser capitalizado para lidar com as perdas decorrentes da compra de ativos falsos que eram do Banco Master, de Daniel Vorcaro, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.
Essa explicação reforça o tom de cobrança do ministro, que não vê espaço para alterações no acordo já estabelecido.
Acordo é "o único possível", diz Durigan
O ministro descartou qualquer possibilidade de alterar os termos do acordo firmado no STF. "O acordo que foi estabelecido no Supremo, na mesa do ministro Fux, é o único acordo possível", afirmou. Ele acrescentou que o próprio STF pode esclarecer aos bancos que as garantias ofertadas pelo governo do DF são suficientes.
O que isso significa para você e para o mercado?
Para quem acompanha o setor financeiro, o impasse entre a União e o governo do DF não é apenas uma disputa institucional. A capitalização do BRB envolve R$ 6,6 bilhões em recursos que dependem da aprovação do FGC e dos bancos. Se o plano de negócios não for apresentado, a liberação pode atrasar, afetando a saúde financeira do banco e, potencialmente, seus clientes e credores.
A mensagem de Durigan é clara: a bola está com o governo do DF e com o BRB. Cabe a eles apresentar um plano que convença os credores. Sem isso, o acordo, que é único e inegociável, pode não sair do papel.
Perguntas Frequentes
O que é o BRB?
O Banco de Brasília (BRB) é uma instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal, que enfrenta perdas devido à compra de ativos falsos do Banco Master.
Por que o BRB precisa de R$ 6,6 bilhões?
O valor é necessário para capitalizar o banco e cobrir perdas decorrentes da compra de ativos falsos que eram do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.
O que é o FGC?
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade que garante depósitos e pode participar de operações de socorro a instituições financeiras, como no caso do BRB.
Quando será a próxima audiência?
A nova audiência de conciliação no STF está marcada para o dia 13, designada pelo ministro Luiz Fux.
O que Durigan cobra do governo do DF?
O ministro cobra a apresentação de um plano de negócios crível, que convença o FGC e os bancos a liberarem o empréstimo.
entenda o papel do FGC no socorro a bancos o que é capitalização de bancos e como funciona impactos da liquidação do Banco Master no mercado