Economia

Durigan: juros são problema, mas debate não pode ser político

ResumoDario Durigan, porta-voz econômico da campanha de Lula, reconheceu que os juros elevados representam um problema para a economia brasileira. Durigan defendeu que a discussão sobre a taxa de juros deve permanecer no campo técnico, sem ser contaminada por interpretações políticas. A declaração busca separar a análise econômica do contexto eleitoral, reforçando a necessidade de debate fundamentado em dados e não em disputas partidárias.

Dario Durigan, porta-voz econômico da campanha de Lula, admitiu que os juros são um problema, mas defendeu que o debate técnico não seja confundido com elementos políticos.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 02 de setembro de 2026
Durigan: juros são problema, mas debate não pode ser político

O porta-voz econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dario Durigan, admitiu que a atual taxa de juros é um problema, mas disse que não se pode trazer elementos políticos para confundir a população. A declaração foi dada na GloboNews, em debate com assessores econômicos das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (União).

"Veja, eu não estou dizendo que os juros não são um problema, eles são um problema. O que a gente não pode é, mais uma vez, querer usar, dizer que nós estamos fazendo um debate técnico e trazer os elementos políticos e confundir as pessoas", sustentou.

Durigan criticou projetos que "negam a ciência" e "negam o meio ambiente", afirmando que o brasileiro está diante de duas escolhas claras. Ele também disse que o atual governo não consegue passar credibilidade ao mercado financeiro, e citou que algumas empresas fecharam recentemente porque a operação na Carbono Oculto fechou 1.300 CNPJs.

Indagado sobre uma crise no varejo, Durigan afirmou que não se pode estender como uma grande crise algo que tem explicações para cada setor, citando mudanças nos hábitos de consumo com a expansão das compras online. Sobre o Desenrola, programa de renegociação de dívidas, ele o classificou como pontual e importante, e disse que há evidências de que as pessoas seguem endividadas por causa dos juros do cartão de crédito e do cheque especial.

"Ainda que a gente esteja dando mais renda para as pessoas, porque a gente está isentando de imposto de renda quem está na base do sistema de trabalho no Brasil, essas pessoas seguem endividadas, porque contraíram uma dívida lá atrás. Nós estamos pontualmente oferecendo saída", disse. Para as empresas, ele citou a oferta de crédito a juros mais baixos como medida possível já apresentada pelo governo.

O tom de Durigan reflete a tentativa da campanha de Lula de manter o debate econômico em terreno técnico, sem abrir espaço para ataques políticos. A menção à Carbono Oculto, porém, adiciona um elemento concreto à discussão sobre o fechamento de CNPJs, tema que deve ganhar destaque na reta final da eleição.

Leia também

Publicidade