Dow Jones Futuro sobe antes de inflação nos EUA; petróleo cai 2%
Índices futuros dos EUA operam em alta nesta sexta (11) enquanto o mercado aguarda o CPI de agosto, dado que pode definir os próximos passos do Fed. Petróleo recua mais de 2%, mas se encaminha para fechar a semana acima de US$ 100.
Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta sexta-feira (11), enquanto investidores aguardam a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de agosto. O dado é tratado como decisivo para calibrar os próximos passos do Federal Reserve (Fed). No mesmo movimento, os preços do petróleo recuam mais de 2%, aliviando parte da pressão sobre os mercados.
O consenso de mercado projeta avanço de 0,4% na base mensal e de 3,4% na comparação anual. Os contratos futuros de juros indicam cerca de 70% de probabilidade de uma alta de 0,25 ponto percentual pelo Fed na reunião da próxima semana, marcada para os dias 15 e 16 de setembro.
Semana negativa nos índices e destaque corporativo
Apesar da alta desta sexta, o saldo semanal segue negativo. Até o momento, o Dow Jones caminha para uma queda de 2,5%. O S&P 500 e o Nasdaq apontam para perdas de 1,6% cada.
No campo corporativo, as ações da Oracle subiram no pregão estendido após a empresa divulgar crescimento mais rápido em seu negócio de computação em nuvem do que o previsto pelos analistas.
Europa sobe, Ásia cai e petróleo mira US$ 100
Os mercados europeus operam em alta, com o setor de viagens e lazer liderando os ganhos iniciais, seguido por bancos e pelo segmento automotivo e de autopeças.
A libra esterlina sobe e os rendimentos dos títulos do governo britânico caem depois que o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido superou as expectativas. O PIB cresceu 1,6% no acumulado até julho, acima da previsão de 1,2% dos economistas consultados pela Reuters.
Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam em baixa, com as ações sul-coreanas e japonesas liderando as perdas da região.
O petróleo opera em queda no dia, mas se encaminha para encerrar a semana acima de US$ 100 pela primeira vez em quase quatro meses. O movimento reflete o aumento dos ataques ao longo das principais rotas marítimas no Oriente Médio, que alimenta temores de interrupção prolongada no fornecimento.
Na China, as cotações do minério de ferro fecharam em baixa, pressionadas pela piora do sentimento em relação ao país e à demanda por aço, em um momento de maior cautela com commodities industriais.
Para quem acompanha a renda fixa brasileira, o CPI americano costuma reverberar no câmbio e, por consequência, nos preços locais. O IPCA de julho de 2026 registrou variação mensal de 0,07%, depois de 0,16% em junho e 0,58% em maio.
A leitura do dado americano sai ainda nesta sexta e deve definir o tom dos ativos de risco na abertura da próxima semana.