Dólar hoje recua com pesquisa eleitoral e Copom no radar
O dólar à vista opera em baixa nesta quarta-feira (5), após pesquisa Genial/Quaest mostrar redução na diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral. Moeda cai 0,32%, a R$ 5,116. Copom decide Selic hoje.
Dólar hoje recua após pesquisa mostrar diferença menor entre Lula e Flávio Bolsonaro
O dólar à vista opera com baixa ante o real nesta quarta-feira (5), após a diferença na corrida eleitoral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diminuir, conforme pesquisa Genial/Quaest. No exterior, a moeda norte-americana também exibe perdas ante a maior parte das demais divisas.
Resposta direta: O dólar à vista recua 0,32% nesta quarta, cotado a R$ 5,116 na venda. O movimento acompanha a redução da diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro na pesquisa Genial/Quaest. No exterior, a moeda também perde valor. O Copom decide a Selic hoje, com expectativa de corte de 0,25 ponto percentual.
Por que o dólar cai com a pesquisa eleitoral?
Quando a diferença entre os candidatos diminui, o mercado reduz o prêmio de risco embutido no câmbio. A leitura é de que um cenário mais competitivo reduz incertezas sobre o resultado final. A pesquisa Genial/Quaest, ao mostrar aproximação entre Lula e Flávio Bolsonaro, aliviou parte da pressão sobre o real.
Esse efeito, porém, não é automático. O câmbio responde a um conjunto de fatores, e a pesquisa é apenas um deles. Nesta quarta, o movimento de baixa também reflete o comportamento do dólar no exterior, que cai ante a maioria das moedas.
Cotação do dólar hoje: números de abertura
Às 9h06, o dólar à vista caía 0,32%, aos R$ 5,116 na venda. O dólar futuro para setembro, o mais líquido no momento, recuava 0,22% na B3, aos R$ 5,146.
Para contexto, o Banco Central divulgou a PTAX de venda dos últimos dias úteis:
- 04/08/2026: R$ 5,1053
- 03/08/2026: R$ 5,0723
- 31/07/2026: R$ 5,0773
- 30/07/2026: R$ 5,0739
- 29/07/2026: R$ 5,1217
- 28/07/2026: R$ 5,1177
Copom decide Selic hoje: o que esperar
No fim do dia, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia sua decisão de política monetária. A expectativa é de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, atualmente em 14,25%.
Uma redução na taxa básica tende a tornar o real menos atraente para investidores que buscam rendimento, o que pode pressionar o câmbio no médio prazo. Mas o efeito imediato depende do tom do comunicado e das sinalizações sobre os próximos passos.
O que isso significa para quem viaja ou importa
Para quem vai viajar ou precisa comprar dólar, a queda de hoje oferece um alívio pontual. O câmbio, porém, segue volátil, influenciado por eleições, política monetária e cenário externo.
Uma dica prática: acompanhe a cotação ao longo do dia e evite decisões baseadas apenas no movimento de abertura. A diferença entre o dólar comercial e o turismo costuma ser relevante, e taxas variam entre casas de câmbio.
Riscos e ressalvas
Nem todo movimento de baixa é tendência. A pesquisa é um dado pontual, e o mercado pode reverter a direção conforme novas informações cheguem. O comunicado do Copom, por exemplo, pode surpreender e mudar o rumo do câmbio ainda hoje.
Além disso, o cenário externo segue incerto, com o dólar perdendo valor ante a maioria das divisas, mas sem garantia de continuidade. Em momentos assim, a recomendação é cautela e diversificação.
Perguntas Frequentes
O dólar vai continuar caindo?
Não há garantia. A queda de hoje reflete a pesquisa e o exterior, mas o Copom e eventos futuros podem reverter o movimento.
Qual a cotação do dólar turismo hoje?
A fonte não informa a cotação do dólar turismo. O dólar comercial cai 0,32%, a R$ 5,116.
Quando o Copom anuncia a decisão da Selic?
No fim do dia de hoje (5), com expectativa de corte de 0,25 ponto percentual.
A pesquisa Genial/Quaest é confiável?
A fonte cita a pesquisa como base do movimento, sem detalhar metodologia. Ela mostra diferença menor entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Como o câmbio afeta o preço de importados?
Queda do dólar tende a aliviar preços de importados e pressionar menos a inflação, mas o repasse não é imediato.
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