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Dólar hoje fecha estável a R$ 5,15 após Fed e antes do Copom

O dólar à vista encerrou a quarta-feira praticamente estável, com variação negativa de 0,05%, a R$ 5,1519. A sessão misturou a decisão do Federal Reserve, que subiu juros, e a expectativa pela decisão do Copom sobre a Selic ainda nesta quarta.

O dólar à vista fechou a R$ 5,1519, queda de 0,05% no dia. No ano, a divisa acumula baixa de 6,14%. Às 17h02, o dólar futuro para outubro, o mais negociado na B3, cedia 0,08%, a R$ 5,1675. Segundo o Banco Central, o dólar PTAX de venda em 16/09/2026 foi R$ 5,1527.

O que mudou com o Fed e o IBC-Br

O Federal Reserve elevou sua taxa de juros em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00%, e sinalizou novos aumentos nos próximos meses. Nas projeções, os membros do Fed indicaram pelo menos mais uma alta de 25 pontos-base em 2026. Em entrevista coletiva, o chair do Fed, Kevin Warsh, afirmou que a inflação norte-americana está "alta demais" e assim permanece por "tempo demais".

A reação foi imediata: os rendimentos dos Treasuries ganharam força e o dólar avançou ante boa parte das divisas, incluindo o real. Após marcar a mínima de R$ 5,1368 (-0,34%) às 12h47, o dólar à vista atingiu a máxima de R$ 5,1670 (+0,25%) às 16h19, já depois do Fed. A oscilação, porém, ficou em margens estreitas.

Pela manhã, o Banco Central informou que o IBC-Br caiu 0,2% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal. O resultado ficou pior que a retração de 0,1% projetada por economistas consultados pela Reuters. O dado se somou a números recentes que sugerem perda de força da atividade, cenário que favorece novos cortes da Selic, hoje em 14%.

Eleição e STF no radar

O noticiário eleitoral também permeou os negócios. Em pesquisas recentes, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto, mas numericamente à frente em algumas simulações de segundo turno.

Na terça-feira, o STF adiou a decisão final sobre juntar ou não, para análise do plenário, dois casos envolvendo ministros: o de possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o de abuso de poder e improbidade por parte do ministro André Mendonça. O ministro Flávio Dino pediu vista e paralisou o julgamento.

Para parte do mercado, a crise do STF tem sido mais favorável a Flávio que a Lula. Flávio tem a preferência da Faria Lima, que vê Lula como um empecilho para o ajuste fiscal.

No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de outubro. Às 17h05, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda ante uma cesta de seis divisas, subia 0,58%, a 100,260.

Quem acompanha renda fixa sabe que o juro composto não perdoa: com a Selic em 14%, cada dia de espera pelo Copom mexe no bolso de quem tem Tesouro Selic ou CDB atrelado à taxa. Vale acompanhar o que esperar da decisão do Copom para entender o efeito nos seus investimentos.

Lia Hartmann
Especialista em renda fixa
Especialista em renda fixa.
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