Dólar hoje cai a R$ 5,095 após IPCA e inflação dos EUA
O dólar à vista opera em baixa ante o real nesta sexta-feira (11). Às 9h40, a moeda recuava 0,15%, a R$ 5,095 na venda. O movimento vem da leitura combinada dos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, com os desdobramentos do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) também no radar.
O dólar à vista havia encerrado a sessão anterior com queda de 0,20%, a R$ 5,1013. No mercado futuro, o contrato para outubro, o mais negociado na B3, recuava 0,17%, a R$ 5,119.
O que explica a queda do dólar hoje
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32% em agosto de 2026. Na comparação anual, a alta foi de 4,22%. As expectativas em pesquisa da Reuters apontavam deflação de 0,29% no mês e alta de 4,27% em 12 meses. O resultado veio, portanto, abaixo do projetado nos dois recortes.
O dado de agosto contrasta com o ritmo dos meses anteriores. Em julho, o IPCA havia subido 0,07%, e em junho, 0,16%. A sequência de desaceleração reforça a leitura de arrefecimento de preços no curto prazo.
Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor subiu 0,4% em agosto, em linha com o esperado. A combinação de IPCA mais fraco por aqui e CPI sem surpresas por lá reduz a pressão sobre o câmbio.
No mercado, quem acompanha o PTAX sabe que o indicador do Banco Central costuma confirmar a tendência do dia seguinte com defasagem. O dólar PTAX de venda ficou em R$ 5,1149 em 10/09, após R$ 5,0979 em 09/09 e R$ 5,0856 em 08/09.
Caso Master no STF e pesquisa Datafolha no radar
O ministro André Mendonça derrubou o sigilo de inquéritos do caso Master, a pedido do presidente do tribunal, Edson Fachin. A decisão abre acesso público às informações poucos dias antes da sessão plenária que discutirá a controvérsia em torno do relatório da Polícia Federal com registros de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
Ainda nesta sexta, é esperada a divulgação de nova pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial de outubro. O calendário político tende a ganhar peso na formação de preço ao longo das próximas semanas.
Para quem investe, o dia combina dois vetores clássicos: inflação doméstica mais fraca, que sustenta juros reais elevados e atrai fluxo, e incerteza institucional, que costuma cobrar prêmio de risco. O ciclo sempre vira, e a leitura do câmbio hoje é menos sobre o número do dia e mais sobre a trajetória que ele desenha.