Dólar cai ao menor nível em quase dois meses com alívio externo
O dólar comercial caiu ao menor nível em quase dois meses, cotado a R$ 5,061, impulsionado pelo enfraquecimento da moeda americana no exterior e pela entrada de capital estrangeiro. O movimento foi reforçado por dados de inflação dos EUA abaixo do esperado.
Dólar cai ao menor nível em quase dois meses com alívio externo
O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (30) cotado a R$ 5,061, o menor valor em quase dois meses. A queda de 0,93% foi impulsionada pelo enfraquecimento da moeda americana no mercado internacional e pela entrada de capital estrangeiro no Brasil, após dados de inflação dos EUA ficarem abaixo do esperado.
Por que o dólar caiu hoje?
O principal fator para o movimento veio dos Estados Unidos. Dados mostraram que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), indicador de inflação acompanhado pelo Fed, avançou apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa do mercado, de 0,2%. O resultado reforçou a leitura de que a autoridade monetária estadunidense pode não precisar elevar os juros no curto prazo.
Quando cresce a expectativa de juros estáveis nos Estados Unidos, o dólar tende a perder força no mercado internacional. Investidores buscam ativos considerados mais rentáveis, e moedas de países emergentes, como o real, costumam se valorizar. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,93%, pressionado principalmente pela valorização do iene japonês.
Cotação do dólar comercial hoje
O dólar comercial encerrou esta quinta vendido a R$ 5,061, com recuo de R$ 0,04 (-0,93%). A cotação renovou o menor valor em quase dois meses. Na comparação com o dia anterior, o dólar PTAX de venda foi de R$ 5,1217 em 29/07/2026, enquanto em 30/07/2026 ficou em R$ 5,0739, confirmando a tendência de queda.
Impacto no mercado de ações e petróleo
Ibovespa sobe com alívio externo
O ambiente externo mais favorável também impulsionou a Bolsa brasileira. O Ibovespa subiu 1,88%, encerrando o pregão aos 177.158 pontos, recuperando integralmente as perdas registradas após a decisão de política monetária do Federal Reserve na véspera. As ações de maior peso no índice lideraram os ganhos, com destaque para bancos, petroleiras e mineradoras.
Petróleo Brent e WTI recuam
Os preços internacionais do petróleo fecharam em queda após devolverem parte da forte alta registrada na sessão anterior. O barril do tipo Brent, referência para o mercado internacional, caiu 1,37%, encerrando o dia cotado a US$ 86,88 a unidade. O WTI, do Texas, recuou 1,03%, para US$ 83,59.
Durante a madrugada, as cotações chegaram a subir em reação aos novos ataques entre Estados Unidos e Irã. No entanto, o mercado reduziu parte do prêmio de risco ao acompanhar negociações envolvendo o Estreito de Ormuz e avaliar que ainda não houve interrupção permanente do abastecimento mundial.
Bolsas internacionais em alta
O movimento foi acompanhado por ganhos nas bolsas internacionais: Dow Jones (empresas industriais dos Estados Unidos) subiu 1,19%; S&P 500 (500 maiores empresas estadunidenses) avançou 1,67%; e Nasdaq (empresas de tecnologia) teve alta de 2,78%.
Fatores que favoreceram o real
Além do cenário externo, outro fator que ajudou o câmbio brasileiro foi a percepção de maior entrada de investidores estrangeiros no mercado doméstico. Os relatos de operadores indicaram aumento da demanda por ativos brasileiros, especialmente ações de grandes empresas, movimento que também amplia a oferta de dólares no mercado e favorece a valorização do real.
No Brasil, o cenário também foi beneficiado pela expectativa de redução da taxa Selic nos próximos meses, diante de indicadores recentes de inflação mais comportados.
Perspectivas e próximos eventos
Investidores também passaram a monitorar a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para este domingo, quando o grupo poderá discutir novos níveis de produção. A continuidade do alívio externo dependerá dos próximos dados econômicos dos EUA e da evolução das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
impacto da inflação americana no câmbio como funciona a cotação do dólar no Brasil
Perguntas Frequentes
O dólar vai continuar caindo?
A tendência de curto prazo dependerá dos próximos dados de inflação dos EUA e das decisões do Fed. O mercado acompanha indicadores como o PCE e o payroll para calibrar as expectativas de juros.
Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (30) cotado a R$ 5,061, com queda de 0,93% no dia.
Por que o real se valorizou?
A valorização do real ocorreu principalmente pelo enfraquecimento global do dólar após dados de inflação dos EUA abaixo do esperado, que reduziram as expectativas de alta de juros pelo Fed.
O que é o PCE?
O PCE (Personal Consumption Expenditures) é o índice de preços de gastos com consumo, acompanhado pelo Federal Reserve como medida de inflação. O núcleo do PCE avançou apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa.
Como a queda do petróleo afeta o dólar?
A queda do petróleo reduz custos para países importadores como o Brasil, mas o principal efeito no câmbio vem do alívio geopolítico, que diminui o prêmio de risco e favorece moedas emergentes.