Dexco: lucro líquido cai 61,4% no 2tri26, a R$ 14,8 mi
Dexco (DXCO3): lucro líquido cai 61,4% no 2tri26, para R$ 14,8 milhões; recorrente sobe 13%
A Dexco (DXCO3), dona das marcas Deca, Portinari, Hydra, Duratex e Castelatto, reportou lucro líquido consolidado de R$ 14,8 milhões no segundo trimestre de 2026. O número representa um recuo de 61,4% na comparação com o mesmo período de 2025. Quem acompanha a companhia sabe que o resultado consolidado carrega ruídos: a variação no valor das florestas e itens esporádicos, como reestruturação de fábricas e venda de terras, entram na conta. Por isso, o mercado costuma olhar com mais atenção o critério recorrente.
Resposta direta: No 2tri26, a Dexco teve lucro líquido de R$ 14,8 milhões, queda de 61,4% ante o 2tri25. No critério recorrente, o lucro foi de R$ 33,8 milhões, alta de 13%. O Ebitda consolidado somou R$ 587,6 milhões, avanço de 0,5%.
O que explica a queda de 61,4% no lucro da Dexco?
O resultado consolidado foi puxado principalmente pelo desempenho da Divisão de Madeira, além da melhora nas Divisões de Louças e Metais Sanitários e de Cerâmicos. Por outro lado, a investida LD Celulose gerou um lucro menor no período, o que pressionou o número final. A queda de 61,4% no lucro líquido, portanto, não reflete uma deterioração generalizada da operação, mas sim a combinação de fatores pontuais e o peso da celulose.
Lucro recorrente: alta de 13% e o que isso sinaliza
No critério recorrente, que exclui a variação no valor das florestas e outros itens esporádicos, o lucro líquido da Dexco foi de R$ 33,8 milhões, um aumento de 13% na mesma base de comparação. Esse é o número que a direção usa para mostrar a tendência operacional. A melhora veio principalmente da Divisão de Madeira, com aumento nas vendas e mix com itens de valor maior.
Ebitda: alta tímida no consolidado, salto no ajustado
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado teve alta de 0,5% na comparação anual, totalizando R$ 587,6 milhões. A margem Ebitda recuou 1,2 ponto porcentual. Já no critério ajustado e recorrente, o Ebitda aumentou 23,7%, alcançando R$ 547,4 milhões, com margem em alta de 3,6 pontos porcentuais. A diferença entre os dois critérios mostra o impacto de itens não recorrentes no resultado reportado.
Receita cresce 5,2% e custos pressionam
A receita consolidada do grupo cresceu 5,2%, totalizando R$ 2,23 bilhões no 2tri26. A Dexco atribuiu o avanço ao aumento na expedição de painéis de madeira, reajustes de preços e um mix de vendas mais favorável. O custo dos produtos vendidos, porém, subiu 0,8%, para R$ 1,34 bilhão, pressionado por insumos como metanol, ureia e petróleo.
As despesas com vendas avançaram 3,1%, para R$ 315,9 milhões, reflexo da maior expedição de painéis. Já as despesas gerais e administrativas caíram 10,2%, para R$ 74,7 milhões, com a continuidade das iniciativas de simplificação da estrutura organizacional.
Endividamento e fluxo de caixa: sinais de alívio
O resultado financeiro gerou despesa líquida de R$ 197,9 milhões no trimestre, queda de 0,8% ante o ano anterior, devido ao menor endividamento. A dívida líquida recuou para R$ 5,13 bilhões, baixa de 3,5% ante o primeiro trimestre. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado anualizado, baixou de 2,99 vezes para 2,72 vezes. O fluxo de caixa livre foi positivo em R$ 120,7 milhões, com melhora do capital de giro e redução dos investimentos. como analisar o balanço de uma empresa
Divisões: Madeira puxa, Louças surpreende, Cerâmicos se ajusta
A Divisão Madeira contribuiu com Ebitda de R$ 485,1 milhões, alta de 13,4%. A Divisão de Louças e Metais (Deca) teve Ebitda de R$ 55,6 milhões, um salto de 543%, com reajustes de preços. A Divisão Cerâmicos teve Ebitda de R$ 6,6 milhões, alta de 8,5%, após reduzir a capacidade produtiva. A expedição de itens internos caiu 19,2% em louças e metais, ficou estável em cerâmicos e subiu 5,2% em madeira.
LD Celulose: lucro menor pesa no resultado consolidado
A investida LD Celulose gerou lucro líquido de R$ 28,4 milhões considerando a parte da Dexco, queda de 69,6% na comparação anual. O motivo: cenário mais desafiador para os preços internacionais da celulose solúvel e efeitos da variação cambial. Para o investidor, vale acompanhar se a recuperação dos preços da celulose virá nos próximos trimestres. como investir em ações de construção e materiais
Perguntas Frequentes
O lucro da Dexco caiu ou subiu no 2tri26?
O lucro líquido consolidado caiu 61,4%, para R$ 14,8 milhões. No critério recorrente, subiu 13%, para R$ 33,8 milhões.
O que é o lucro recorrente da Dexco?
É o lucro que exclui a variação no valor das florestas e itens esporádicos, como reestruturação de fábricas e venda de terras. Ele mostra a tendência operacional.
Por que a LD Celulose impactou o resultado?
A LD Celulose teve lucro 69,6% menor, afetada pelos preços internacionais da celulose solúvel e pela variação cambial.
A dívida da Dexco aumentou?
Não. A dívida líquida caiu 3,5% ante o 1tri26, para R$ 5,13 bilhões, e a alavancagem baixou de 2,99x para 2,72x.
Qual divisão mais contribuiu para o Ebitda?
A Divisão Madeira, com Ebitda de R$ 485,1 milhões, alta de 13,4% na comparação anual. o que é ebitda e como interpretar