Economia

Defesa da produtora de Dark Horse vê decisão de Dino como positiva

ResumoA defesa de Karina Gama, dona da produtora Go Up, responsável pelo filme Dark Horse, avaliou como positiva a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, de retirar o sigilo da investigação sobre o uso de emendas parlamentares na produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro. A medida amplia a transparência do caso.

A defesa de Karina Gama, dona da Go Up, produtora do filme Dark Horse, classificou como positiva a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, de levantar o sigilo da investigação sobre uso de emendas parlamentares na produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 14 de setembro de 2026
Defesa da produtora de Dark Horse vê decisão de Dino como positiva

A defesa de Karina Gama, dona da Go Up, produtora do filme Dark Horse, afirmou neste domingo, 13, que considera positiva a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de levantar o sigilo da investigação sobre irregularidades no uso de emendas parlamentares na produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O advogado Ricardo Sayeg, responsável pela defesa, divulgou nota à imprensa na qual afirma que a medida atende ao interesse da Justiça. "A transparência interessa à Justiça, à sociedade e, sobretudo, à própria defesa", escreveu. A produtora nega ter cometido atos ilícitos.

O que diz a defesa de Karina Gama

Na nota, Sayeg sustenta que quem já apresentou voluntariamente mais de 20 mil páginas de documentação não teme transparência. O advogado acrescenta que a plena exposição dos fatos demonstrará que Karina Gama não pode ser transformada em culpada pela intensa efervescência da vida nacional.

"Investigar é legítimo. Esclarecer é do interesse de todos. Mas investigação não é acusação, muito menos, condenação e a repercussão política jamais poderá substituir o devido processo legal", afirmou Sayeg. Segundo ele, Karina continuará colaborando com as autoridades competentes e exercendo seu direito constitucional de defesa.

O que decidiu Flávio Dino

Dino retirou o sigilo da investigação sobre Dark Horse enviada pela Justiça de São Paulo ao Supremo. Com a medida, foram tornados públicos documentos, dados e outros elementos apreendidos pela Polícia Civil paulista em apuração que envolve a produtora do longa sobre Bolsonaro e suspeitas de desvio de recursos públicos, inclusive de emendas parlamentares.

O ministro determinou ainda que todo o material recebido da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens de São Paulo passe a tramitar publicamente no STF. Também ordenou que celulares, computadores, documentos e o conteúdo bruto extraído dos aparelhos apreendidos pela Polícia Civil sejam entregues à Polícia Federal.

Segundo o ministro, novas provas reforçam a suspeita de esquema de desvio de recursos públicos. Frias é roteirista e produtor-executivo do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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