Mercado Valor 🔍
Mercado Valor
Editorias
Institucional
Economia

Datafolha: desaprovação de Lula vai a 51% e aprovação cai para 45%

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 51%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3). A aprovação ficou em 45%. Os números mostram que, a pouco mais de um mês do primeiro turno, o presidente entra na reta final da campanha com uma parcela maior do eleitorado desaprovando sua gestão do que aprovando.

Na comparação com a rodada anterior, de agosto, os movimentos ficaram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais. A desaprovação oscilou de 50% para 51%, enquanto a aprovação passou de 47% para 45%. A avaliação da administração federal também teve leve piora: a parcela que considera o governo ruim ou péssimo subiu de 41% para 42%, e os que avaliam como ótimo ou bom recuaram de 33% para 31%. Outros 25% classificam a gestão como regular, mesmo percentual do levantamento anterior.

O dado ganha peso eleitoral porque Lula disputa a reeleição em uma corrida presidencial apertada. No mesmo Datafolha, o presidente aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL). Em eventual segundo turno entre os dois, o placar é de 46% a 44%, empate técnico. A diferença entre aprovação e desaprovação, que era de quatro pontos em agosto, caiu para dois, reforçando o cenário de disputa acirrada.

O levantamento ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03669/2026.

Para quem acompanha o cenário eleitoral, o recado é direto: a avaliação negativa supera a positiva, mas a diferença é pequena e dentro da margem de erro. Isso significa que a reta final da campanha pode ser decidida nos detalhes, como a percepção econômica e a capacidade de cada candidato de ampliar seu eleitorado. O ciclo político, como sempre, reserva reviravoltas até a apuração.

Rubens Athayde
Economista de mercado
Economista de mercado.
Ver todos os artigos →