Economia

Dark Horse: perícia recusou 13 aparelhos para análise

ResumoPeritos do Instituto de Criminalística de São Paulo recusaram 13 aparelhos eletrônicos apreendidos em endereços ligados à produtora do filme Dark Horse. A perícia apontou falhas nos lacres dos equipamentos, que permitiriam manipulação de dados, inviabilizando a análise técnica do material.

Peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo recusaram 13 aparelhos eletrônicos apreendidos em endereços ligados à produtora do filme Dark Horse. O motivo: falhas nos lacres que, segundo a perícia, permitiriam manipulação de dados.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 14 de setembro de 2026
Dark Horse: perícia recusou 13 aparelhos para análise

Peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo recusaram a análise de pelo menos 13 aparelhos eletrônicos apreendidos em endereços ligados a Karina da Gama, dona da Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os equipamentos devolvidos à delegacia estão celulares, notebooks e pen drives.

A recusa ocorreu porque os aparelhos apresentavam falhas nos lacres. No termo de recusa, a perita criminal Vivian Menezes registrou no dia 3 de junho: "As guias apresentam vão suficiente para a entrada de cabo de alimentação e transferência de dados, sendo possível a manipulação de dados no interior do equipamento".

Os peritos apontaram "defeito formal no invólucro do plástico em que estavam os aparelhos" e anexaram imagens para atestar a recusa. De acordo com documento da Polícia Civil de SP, os aparelhos foram devolvidos à delegacia para readequação do lacre.

A investigação da Polícia Federal apura o suposto uso irregular de emendas parlamentares direcionadas a empresas ligadas à produtora. O material teve o sigilo levantado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, relator do caso, neste domingo.

Ao analisar os documentos enviados pela Justiça paulista, Dino afirmou que se fortaleceu a hipótese de um "sofisticado esquema" de desvio de recursos públicos e que o deputado federal Mário Frias (PL-SP) ocuparia, "no terreno hipotético da investigação", uma posição de liderança na suposta "arquitetura criminosa".

O ministro também citou risco de vazamentos seletivos, igualdade entre investigados e mudança de entendimento no STF para tornar públicos documentos da apuração.

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