Daniella: plano de Flávio corta privilégios e contém despesas
A ex-presidente da Caixa e coordenadora de Economia da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, reforçou nesta terça-feira, 1, que há um compromisso da campanha em alterar o atual arcabouço fiscal, "cortar privilégios" do Orçamento e promover uma "autocontenção" de despesas nos três poderes. As declarações foram feitas durante debate com os assessores econômicos das principais campanhas presidenciais, organizado pela GloboNews.
Segundo ela, o brasileiro está diante de duas escolhas muito claras nestas eleições e o atual governo não consegue passar credibilidade ao mercado financeiro. "Temos hoje o maior juro real do mundo, que é a inflação mais 8,5%. Então, esses são os fatos, e os fatos estão refletidos na falta de credibilidade que hoje se tem para fazer a gestão diante ao credor", declarou.
Conforme Daniella Marques, o plano de governo do PT não "sustenta" a retórica de alguns membros do governo, inclusive do presidente Lula, de que haveria compromisso com a responsabilidade fiscal. Nesse sentido, a ex-presidente da Caixa citou que declarações recentes do presidente pontuaram que o tamanho atual da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) não é tão alto se comparado com o de outros países.
"Não há credibilidade hoje no discurso e essa taxa de juros alta se reflete no endividamento das empresas e das famílias", declarou.
A fala de Daniella ocorre em meio a um debate público sobre a trajetória fiscal do país, em que candidatos apresentam propostas para equilibrar contas e reduzir privilégios. A campanha de Flávio Bolsonaro tem sinalizado prioridade em ajuste fiscal, mas sem detalhar, até o momento, medidas específicas de corte. arcabouço fiscal e credibilidade do mercado
O mercado acompanha com atenção os sinais das campanhas sobre política fiscal, já que a percepção de risco influencia juros e investimentos. A declaração de Daniella reforça o tom crítico à atual gestão, mas não apresenta números concretos de impacto orçamentário. impacto das propostas fiscais nas eleições
Especialistas avaliam que propostas genéricas de cortes tendem a gerar ceticismo, especialmente sem detalhamento de fontes de receita ou cronograma. A cautela do mercado, nesse sentido, reflete a necessidade de propostas factíveis e consistentes.