Economia

Cury defende investigação de Moraes; Renan vê 'facções' no STF

ResumoAugusto Cury defendeu nesta quinta-feira (10) que a investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, seja levada até as últimas consequências. Renan Santos, também candidato à Presidência, classificou a disputa interna na Corte como um embate entre facções.

Candidatos à Presidência, Augusto Cury e Renan Santos voltaram a comentar a crise no STF nesta quinta-feira (10). Cury defendeu investigação de Moraes até as últimas consequências e Renan classificou a disputa na Corte como embate entre 'facções'.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 10 de setembro de 2026
Cury defende investigação de Moraes; Renan vê 'facções' no STF

Os candidatos à Presidência Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) voltaram a comentar nesta quinta-feira (10) a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Cury defendeu investigações "até as últimas consequências" sobre o ministro Alexandre de Moraes. Renan classificou a disputa na Corte como um embate entre "facções".

O que Cury defendeu

Durante encontro na Genial Investimentos, em São Paulo, Cury afirmou que investigações sobre autoridades devem ocorrer independentemente do cargo e sem poupar eventuais envolvidos. "Todos devem ser investigados, doa a quem doer, porque o Brasil precisa ser passado a limpo", disse.

Ele citou o caso do Banco Master e classificou o episódio como uma "vergonha", defendendo rapidez nas apurações. "Tem que ser rápido, sério, o mais rápido possível, doa a quem doer", afirmou. Cury também defendeu que Moraes seja alvo de impeachment caso seja comprovado que cometeu irregularidades. "Eu defendo, sem fazer juízo de valor, que, até as últimas consequências, o doutor Alexandre de Moraes seja investigado. Se ele não deve, ele continua. Se deve, deve sofrer impeachment", declarou, salientando que sua posição não representa julgamento antecipado.

A leitura de Renan Santos

Em entrevista à imprensa após evento na Amcham, em São Paulo, Renan Santos disse que o STF não é mais sobre "Direito" e sim "só sobre Poder". Segundo ele, o Supremo está em guerra e "tem duas facções, uma facção ligada ao petismo, outra facção ligada ao bolsonarismo".

Na avaliação do candidato, o ministro André Mendonça "vem sendo objetivamente melhor do que os demais, porque ele está trazendo a público um problema que envolve pares dele". Renan citou a recente decisão do presidente do STF, Edson Fachin, que suspendeu decisões dos ministros Mendonça e Flávio Dino sobre o cargo do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em outra decisão, Fachin também retirou Moraes do inquérito das fake news.

"O Fachin precisa botar um freio de arrumação geral. É uma decisão política, mais do que uma decisão de direito", afirmou. Para Renan, a tendência é que o STF busque pacificação com qualquer governo eleito, citando as indicações que o próximo presidente fará à Corte.

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