Coty aposta em perfumes premium após trimestre fraco
A Coty encerrou o quarto trimestre fiscal com prejuízo maior, mas receita acima do esperado. A empresa de beleza reportou perda de US$ 141 milhões, ou US$ 0,16 por ação, ante US$ 68,8 milhões, ou US$ 0,08 por ação, no mesmo período do ano anterior. A receita subiu 1%, para US$ 1,27 bilhão, superando as estimativas dos analistas, que projetavam US$ 1,19 bilhão.
O negócio de prestígio da Coty, que inclui fragrâncias de marcas como Burberry, Hugo Boss e Calvin Klein, teve alta de 1% na receita, para US$ 771,8 milhões. Já o segmento de beleza para consumidores, com marcas como CoverGirl, Sally Hansen e Rimmel, registrou receita de US$ 497,4 milhões, mas queda de 3% em base comparável.
O CEO interino Markus Strobel classificou os resultados como "sinais iniciais de estabilização, embora a recuperação não seja linear". A empresa também anunciou Soraya Benchikh como próxima diretora financeira, executiva com experiência nas indústrias de tabaco e álcool. A nomeação ocorre após reestruturação da operação no mês passado.
Para o atual ano fiscal, que termina em junho de 2027, a Coty espera um período de transição, com melhora progressiva ao longo do ano. A companhia planeja fornecer perspectiva mais ampla após concluir revisão estratégica do negócio. Ainda assim, projeta queda de receita no primeiro trimestre, com consumidores mais seletivos nas compras.
O plano de recuperação da Coty foca em fragrâncias e beleza de prestígio, simplificando o restante do portfólio. Para quem acompanha o setor, a aposta em perfumes premium reflete uma estratégia de margem, não de volume. O desafio será equilibrar a seletividade do consumidor com a demanda resiliente por beleza.