Corte na Selic, balanços do 2T26 e projeções; veja destaques
O Copom cortou a Selic em 0,25 p.p., para 14,00%, com tom neutro. Balanços do 2T26 de Itaú e Gerdau superam expectativas. Projeção para 2027 é 11,50%.
Corte na Selic, balanços do 2T26 e projeções para o mercado; veja destaques da semana
A semana trouxe um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,00%, e balanços do 2T26 que mostraram resiliência em setores como financeiro e siderurgia. O Copom adotou tom neutro, e a projeção indica Selic em 11,50% para 2027. Veja como isso afeta seus investimentos.
O que o corte da Selic significa para o investidor
O Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,00%, alinhado às expectativas do mercado. O comunicado pós-reunião trouxe tom neutro, com poucas pistas sobre os próximos passos. Para quem investe em renda fixa, a mensagem é de cautela: os juros reais seguem altos, acima de 8%, e o prêmio de risco na Bolsa melhorou, mas a incerteza permanece.
Balanços do 2T26: Itaú e Gerdau superam projeções
O Itaú (ITUB4) reportou lucro líquido recorrente de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, com alta de 1,0% no trimestre e de 7,8% na comparação anual. Já a Gerdau (GGBR4) superou o consenso, com EBITDA ajustado próximo de R$ 3,4 bilhões, avanço de 16% na base trimestral e 6% acima das estimativas, puxado pela operação na América do Norte e pela recuperação de margens no mercado doméstico.
SpaceX: estreia pós-IPO com caixa de US$ 100 bilhões
Na primeira divulgação de balanço após o IPO, a SpaceX superou as projeções em faturamento e lucro por ação. A companhia fechou o período com caixa de US$ 100 bilhões e receitas contratadas de US$ 47,5 bilhões, refletindo o aporte de US$ 85,7 bilhões do IPO e a emissão de US$ 25 bilhões em papéis com grau de investimento, impulsionada pela divisão de inteligência artificial.
Setor de incorporação: XP revisa cenário, mas mantém visão positiva
A XP Investimentos atualizou o panorama para incorporação de baixa renda, incorporando as métricas oficiais e o patamar mais alto da Selic. A visão segue positiva, com a Cury (CURY3) como preferência, negociada a 7,0x P/L para 2026, excluindo dividendos, e estimativas de rendimento de 10,1% em 2026 e 12,9% em 2027.
O que esperar da política monetária e do mercado
Com o tom neutro do Copom e a revisão para baixo na inflação, as expectativas seguem em calibração. A projeção atual mantém a Selic em 14,00% ao fim do período e em 11,50% para 2027. O investidor deve ficar atento aos próximos indicadores, que podem antecipar ou postergar novos cortes.
Perguntas Frequentes
A Selic vai continuar caindo em 2026?
A projeção atual do mercado indica Selic estável em 14,00% até o fim do período, com queda para 11,50% apenas em 2027. O Copom não deu sinalizações claras para os próximos encontros.
Como os balanços do 2T26 afetam a Bolsa?
Balanços fortes de empresas como Itaú e Gerdau mostram resiliência mesmo com juros altos, o que pode sustentar os preços das ações e melhorar o prêmio de risco da renda variável.
O que é o prêmio de risco na renda variável?
É o retorno extra que o investidor exige para aplicar em ações, em vez de renda fixa. Com a queda dos preços mais acentuada que a alta dos juros longos, esse prêmio melhorou, indicando potencial de valorização.
Vale a pena investir em incorporadoras de baixa renda?
A XP mantém visão positiva para o setor, com destaque para a Cury, que apresenta múltiplos atrativos e estimativas de rendimento acima de 10% para 2026 e 2027.
Como a SpaceX pode influenciar o mercado brasileiro?
A SpaceX não tem relação direta com a Bolsa brasileira, mas seu desempenho pós-IPO pode servir de referência para o apetite global por risco e para o setor de tecnologia e inteligência artificial.
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