Economia

Correios vão ao TST contra greve de trabalhadores

ResumoCorreios acionaram o Tribunal Superior do Trabalho (TST) com pedido de dissídio coletivo para declarar abusiva a greve dos trabalhadores, iniciada na quinta-feira à noite. A estatal busca garantir a continuidade dos serviços durante a paralisação, motivada por impasse nas negociações sobre reajuste salarial e plano de saúde.

Estatal acionou o TST por dissídio coletivo para que a greve dos funcionários seja declarada abusiva e os serviços continuem. A paralisação começou na quinta à noite, após impasse sobre reajuste salarial e plano de saúde.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 14 de setembro de 2026
Correios vão ao TST contra greve de trabalhadores

A direção dos Correios entrou com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para que a corte declare abusiva a greve dos funcionários da estatal e determine, com urgência, a continuidade dos serviços. A paralisação foi deflagrada na quinta-feira à noite, após falta de acordo sobre o reajuste salarial.

O TST já vinha tentando mediar o acordo sem êxito. Com o impasse, o aumento salarial e as cláusulas sociais passam a ser arbitrados pela corte. É esse o ponto que muda o jogo: a decisão deixa de depender da mesa de negociação e migra para o Judiciário trabalhista.

O que pesa na decisão do TST

O pedido de dissídio coletivo ocorre em meio à negociação com um grupo de bancos para um empréstimo de R$ 7 bilhões. A direção dos Correios teme que a paralisação afete a qualidade do serviço e os planos da empresa. O empréstimo integra o processo de reestruturação da estatal e deve contar com garantia do Tesouro Nacional.

Segundo a estatal, a rede de atendimento permanece aberta ao público. Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.

Impasse sobre reajuste e plano de saúde

A paralisação foi aprovada em assembleias dos sindicatos estaduais na noite desta quinta-feira. Segundo representantes do movimento sindical, houve avanço em relação ao reajuste salarial de 4,35% a contar de agosto deste ano, mas o impasse se mantém em outras reivindicações da categoria, sobretudo o plano de saúde.

Em nota, a estatal afirmou que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível. "A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas", diz o comunicado.

Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento, informou a empresa.

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