Economia

Lula: Gabrielli nega crise fiscal e chama de fake news

ResumoJosé Sergio Gabrielli, coordenador do programa de reeleição de Lula, negou à Folha de S. Paulo a existência de crise fiscal no Brasil, classificando a alegação como "fake news". Gabrielli citou indicadores econômicos positivos, como baixo desemprego e queda do IPCA-15, para sustentar a ausência de desequilíbrio fiscal. A declaração contrasta com análises de mercado sobre sustentabilidade das contas públicas.

O coordenador do programa de reeleição de Lula, José Sergio Gabrielli, afirmou à Folha de S. Paulo que é 'fake news' dizer que o país vive crise fiscal. Ele citou bons sinais da economia, como baixo desemprego e queda do IPCA-15.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 31 de agosto de 2026
Lula: Gabrielli nega crise fiscal e chama de fake news

O coordenador do programa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José Sergio Gabrielli, considera "fake news" dizer que o país vive uma crise fiscal na atual gestão. Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele destacou que a economia brasileira apresenta bons sinais, com baixos índices de desemprego e queda do IPCA-15.

"Não existe uma questão fiscal, ou uma crise fiscal. É meio fake news isso. Não há nenhum motivo para pânico", disse ao jornal em matéria publicada nesta segunda-feira (31). Para o coordenador de campanha, as estimativas de mercado para os parâmetros macroeconômicos no próximo ano permanecem as mesmas, o que demonstraria que a crescente da dívida pública não é tão alarmante quanto economistas dizem.

Apesar da análise positiva, as falas de Gabrielli sobre a projeção econômica do governo Lula em um eventual quarto mandato têm sido desencorajadas por parte da campanha petista, conforme apuração da Folha. Em julho, o próprio Lula teria deixado claro para o ex-presidente da Petrobras que ele não atua como porta-voz da área econômica da pré-campanha eleitoral.

A "bronca" ocorreu após Gabrielli ter defendido publicamente que um quarto mandato de Lula poderia trazer elevação do salário mínimo e minimizou questionamentos sobre o aumento da dívida pública. Detalhes sobre o decreto de comercialização de ingressos para eventos devem ser divulgados na tarde desta segunda-feira (31). Continuidade do arcabouço, revisão da regra fiscal e cortes na máquina pública estão entre os caminhos discutidos pelas campanhas.

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