Coordenador da campanha de Flávio critica reunião entre Lula e Alcolumbre na casa de Moraes
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, criticou neste domingo (9) a reunião entre Lula e Alcolumbre na casa do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Para ele, a articulação política na residência de um ministro ultrapassa uma linha perigos
Coordenador da campanha de Flávio critica reunião entre Lula e Alcolumbre na casa de Moraes
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, criticou neste domingo (9) a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na casa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A crítica veio em nota divulgada nas redes sociais.
O que diz a nota de Marinho
Na nota, Marinho reconheceu que a articulação política entre os Poderes faz parte da democracia, mas considerou inadequado que acordos políticos sejam discutidos na residência de um ministro do STF. "Quando acordos políticos passam a ser costurados na sala de jantar de ministros do STF, ultrapassa-se uma linha perigosa", afirmou.
O senador também questionou o papel de Moraes na articulação. "Ministro do Supremo não é articulador partidário, fiador de acordos políticos nem operador de sucessões no Congresso", declarou.
Imparcialidade e separação dos Poderes
Marinho ainda declarou que a participação de magistrados em articulações políticas envolvendo nomes com atuação em disputas eleitorais pode levantar questionamentos sobre a separação dos Poderes e a imparcialidade. "Quando magistrados envolvidos em inquéritos de enorme impacto político e eleitoral participam dessas articulações, a imparcialidade e a separação dos Poderes ficam sob suspeita", disse.
O jantar na casa de Moraes
O jantar ocorreu na última terça-feira (4) na casa do ministro Alexandre de Moraes, e também teve a participação do ministro Cristiano Zanin. O encontro foi marcado, inicialmente, por uma espécie de "acerto de contas" entre Lula e Alcolumbre após a derrota do governo na votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF.
Conforme mostrou o Estadão, Lula demonstrou contrariedade com a atuação de Alcolumbre na votação e avaliou que o senador havia contribuído para a rejeição de Messias. Alcolumbre, por sua vez, reclamou da relação com o governo e afirmou estar cansado de atuar como se fosse líder do Planalto no Senado para arregimentar votos da base aliada.
O que Lula e Alcolumbre discutiram
Ao longo do jantar, os dois também discutiram a relação entre o governo e o Congresso e possíveis acordos para a próxima legislatura. A construção de uma nova aliança com partidos do Centrão, tendo em vista a composição do Congresso após as eleições de outubro, foi um dos temas da conversa.
Nesse contexto, está a sucessão das presidências da Câmara e do Senado em 2027. Lula já sinalizou apoio à recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara e pretende dar respaldo à tentativa de Alcolumbre de permanecer no comando do Senado, caso o petista seja reeleito e o senador colabore com o Palácio do Planalto.
Ao fim do encontro, Lula e Alcolumbre combinaram uma nova reunião para a semana seguinte, quando o Congresso retomaria os trabalhos, para discutir votações de interesse do governo.
Repercussão política
A fala de Marinho reflete a tensão em torno da articulação política entre os Poderes. Para o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, a participação de magistrados em negociações eleitorais coloca em xeque a imparcialidade do Judiciário. análise da separação dos Poderes
Enquanto isso, o Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre as críticas. A nova reunião entre Lula e Alcolumbre, já combinada, deve ocorrer após a retomada dos trabalhos do Congresso. bastidores da sucessão no Senado
Perguntas Frequentes
Por que Marinho criticou a reunião?
Porque considerou inadequado que acordos políticos sejam discutidos na residência de um ministro do STF, ultrapassando uma linha perigosa.
O que foi discutido no jantar?
Lula e Alcolumbre discutiram a relação entre o governo e o Congresso, possíveis acordos para a próxima legislatura e a sucessão das presidências da Câmara e do Senado em 2027.
Quem participou do jantar?
Participaram o presidente Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o ministro Alexandre de Moraes e o ministro Cristiano Zanin.
O que Marinho disse sobre Moraes?
Disse que ministro do Supremo não é articulador partidário, fiador de acordos políticos nem operador de sucessões no Congresso.
Haverá nova reunião entre Lula e Alcolumbre?
Sim, eles combinaram uma nova reunião para a semana seguinte, quando o Congresso retomaria os trabalhos.