Economia

Diretor salva 900 alunos antes de enchente no Nepal

ResumoO diretor Rajendra Dawadi evacuou 900 alunos da Tribhuvan Trishuli School em 13 minutos antes da enchente devastadora no Nepal. A ação rápida ocorreu em meio à tragédia que matou quase 1.000 pessoas, preservando vidas no prédio escolar que foi destruído pela água.

Em 13 minutos, o diretor Rajendra Dawadi tirou 900 alunos da Tribhuvan Trishuli School antes que a enchente destruísse o prédio no Nepal. A evacuação rápida salvou vidas em meio à tragédia que matou quase 1.000 pessoas.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 04 de setembro de 2026
Diretor salva 900 alunos antes de enchente no Nepal

Rajendra Dawadi, diretor da Tribhuvan Trishuli School em Nuwakot, distrito ao norte de Katmandu, salvou cerca de 900 alunos de uma enchente devastadora. A manhã de quarta-feira parecia normal até as 9h10, quando um funcionário gritou que uma grande inundação se aproximava. Dawadi agiu rápido, orientando os estudantes presentes, de 11 a 18 anos, a correr para áreas mais altas.

"Tudo estava transcorrendo normalmente", disse ele, antes de receber alertas de parentes rio acima. Os alunos mais novos só começariam as aulas às 10h, o que facilitou a evacuação. "Eles tinham idade suficiente para correr imediatamente", afirmou Dawadi. Os que chegaram de ônibus foram orientados a voltar aos veículos, e os motoristas deixaram a área rapidamente. Alguns estudantes desmaiaram de trauma e foram levados em motocicletas de professores.

Às 9h23, apenas 13 minutos após o primeiro alerta, uma enxurrada de água, lama e detritos atingiu a região. A escola foi destruída em segundos; pelo menos um professor seguia desaparecido até segunda-feira. A fuga dos estudantes foi exceção: o desastre matou quase 1.000 pessoas no Nepal, com 4.200 desaparecidas. Em Bharatpur, centenas de corpos foram levados rio abaixo, sobrecarregando necrotérios.

"Fico extremamente emocionado ao ver a escola completamente levada pela água", disse Dawadi, ex-aluno do local. Restaram apenas dois ônibus escolares. "Salvamos vidas, mas agora não há lugar para ensinar", lamentou, preocupado com a retomada das aulas.

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